terça-feira, 8 de março de 2011

Empreendedoras, mulheres ocupam espaços antes monopolizados pelos homens


Se antes elas buscavam igualdade, no mundo dos pequenos negócios já conseguem caminhar lado a lado com os homens

Definitivamente, o mercado está mais feminino. Dados do Global Entrepreneurship Monitor (GEM), que avalia a atividade empreendedora no mundo, apontam que o mercado está mais equilibrado no quesito gênero. No Brasil, as mulheres de negócios já superam os homens em número: elas são 53% do total de empreendedores do país.

Ao longo das analises há uma constante oscilação entre homens e mulheres no empreendedorismo brasileiro, o que também não inviabiliza a afirmação de que a mulher brasileira é historicamente uma das mais empreendedoras do mundo. Em 2009, além do Brasil, apenas outros dois países registraram taxas de empreendedorismo feminino mais elevadas que as taxas de empreendedorismo masculino (Guatemala e Tonga).

Na Paraíba, por exemplo, os dados acompanham a tendência nacional do equilíbrio. Registros do Sebrae-PB, instituição responsável por repassar informações sobre o universo das micro e pequenas empresas, revelam que em 2010 das 30 mil pessoas atendidas pelas nove agencias espalhadas em todo o Estado, 50% foram homens e 50% mulheres.

Na opinião do economista e consultor do Sebrae Paraíba, Martinho Campos, as mulheres estão não apenas dando outra cara, uma face mais linear, a economia, a política e ao mundo, mas mudando a essência genérica. Mulheres e homens encarnando-se em novos seres, solidários, cooperativos e respeitantes uns dos outros, sejam nas relações de trabalho, oportunidades ou nos relacionamentos afetivos e familiares.

"O contexto histórico de limitações e submissões ao ser masculino levaram as mulheres a desenvolver qualidades que hoje são justamente as mais necessárias em um mundo que se transmuta exigindo visão totalizante, grande intuição, sensibilidade apurada e capacidade multifuncional, entre outras virtudes", comenta Campos. 

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Está desanimado com sua carreira? Descubra como reverter a situação


O impacto no desempenho é uma das primeiras consequências desse estado de desânimo prolongado

O desânimo pode ser considerado um mal no mundo corporativo atual, que privilegia o estado de alerta e de atividade constantes. Perder a disposição para trabalhar, no entanto, pode ser uma consequência desse cenário, para muitos, cansativo, mas que passa com um período de descanso. O problema é quando esse sentimento se mantém por um longo período. Quando isso acontece, talvez seja hora de reavaliar a carreira.
E foi isso que a publicitária Ana Cláudia Fernandes, 29, fez. Ela trabalhava em uma empresa de tecnologia, como analista de mercado, quando o estado de desânimo passou a ser permanente. "Eu não estava feliz", diz. E a primeira consequência disso foi nos resultados, que começaram a ficar abaixo do que a publicitária poderia alcançar.

O impacto no desempenho é uma das primeiras consequências desse estado de desânimo prolongado. Mas esse pode ser o menor dos problemas. "Essa desmotivação no trabalho pode afetar a vida pessoal, a qualidade de vida dessa pessoa", afirma a psicóloga e presidente da ISMA-BR (International Stress Management Association), Ana Maria Rossi. "A pessoa passa a não ter mais prazer na vida, pode passar a ter comportamentos que geram conflitos e até chegar a se valer de álcool e drogas", alerta.

Ana não chegou a esses extremos em sua vida pessoal, mas chegou ao extremo na vida profissional. Depois de alguns meses, ela trocou de emprego. "Eu não estava na empresa certa pra mim. Não me identificava com a cultura dela. E acho que quem não se identifica deve sair mesmo", acredita. Dessa vez, a publicitária acertou na escolha e trabalha em uma empresa cuja cultura condiz com o seu perfil profissional.

Sem forças para continuar

"Se há um desânimo, é porque tem algo errado", afirma a consultora da Career Center Claudia Monari. Para a consultora, são vários os motivos que podem levar os profissionais a um estado de desânimo profundo. "O clima pode não ser amistoso, ou existe muita pressão. Isso pode gerar desânimo", aponta a gerente de Recursos Humanos da Personal Service, Marcela Melissa.

A especialista ainda coloca na lista a própria frustração do profissional com a área na qual atua. "Muitas vezes, ele criou uma expectativa que não foi suprida", diz. Nessa hora, o melhor é se fazer perguntas pouco confortáveis. "Será que você está satisfeito e realizado? O profissional precisa se auto-perceber e tomar consciência da sua própria situação", considera Marcela.

Um desafio muito além ou muito aquém da capacidade do profissional também pode gerar descontentamento. "A pessoa pode estar pouco ou muito qualificada para executar esse trabalho", afirma Ana Maria, da ISMA-BR. "Nesse caso, há um desequilíbrio entre o que ela pode fazer e o que ela tem para fazer", considera. A psicóloga explica que casos como esses geram frustração.

Mas não é só isso. Recompensas financeiras desalinhadas com o trabalho executado pelo colaborador e a falta de reconhecimento pelo desafio superado também levam os profissionais a perderem suas forças. Tudo isso sem contar os problemas pessoais, que interferem – e muito – no desempenho de qualquer pessoa, principalmente entre aquelas que unem os dois campos da vida, o profissional e o pessoal.

Para além das próprias motivações, outro fator que pode desencandear a desmotivação é o líder. "O mais comum é quando há uma troca de gestão, porque há uma mudança na forma de trabalho", afirma Claudia. Marcela ressalta que o profissional precisa perceber se a liderança imediata o ajuda a se desenvolver. "Ele transforma você em um profissional com mais 'know how'?", questiona a gerente de RH.

Mude e melhore seu desempenho

Apesar de o líder ser um dos motivos que podem gerar desânimo, ele também é parte da solução do problema. "Ele precisa chamar a equipe para si e ficar atento aos sinais de desânimo", avalia Marcela, da Personal Service. Isso porque, um profissional desmotivado pode contaminar uma equipe inteira. "Dependendo da maturidade dessa equipe, ela traz esse profissional de volta ou começa a pensar como ele", afirma.

Por isso, quando constatados os motivos que levaram o colaborador a perder as forças, muitas vezes, uma conversa com a liderança pode melhorar o desempenho e reverter a situação. "Se for pelo fato do desafio ser grande demais, o líder pode ser um coaching. No caso contrário, ele pode mostrar para o profissional o que falta para ele conseguir alcançar esse desafio maior", explica Claudia, da Career Center.

Até chegar nessa etapa, porém, os questionamentos devem ser colocados sobre a mesa. Para as especialistas, são elas que tiram o colaborador da sua zona de conforto, podem resultar em respostas ainda mais desconfortáveis, mas são os únicos meios de fazer o profissional entender o que está acontecendo com ele e com sua carreira. E, com essas respostas, é possível chegar a uma solução e melhorar o desempenho profissional, como fez a publicitária Ana.

Antes de decidir mudar de empresa, ela fez uma autoánalise para constatar o que a incomodava. E descobriu que o seu descontentamento advinha de determinados fatores. "O clima não era confortável, as pessoas eram distantes, havia uma ausência de autonomia para atuar e não havia espaço para o meu crescimento profissional", explica.

Ela só chegou a essas conclusões porque fez um balanço de sua carreira e do seu perfil profissional. Fazer isso requer tempo e uma dose cavalar de autoconhecimento e sinceridade consigo mesmo. A tarefa não é simples, mas precisa ser feita se o profissional quiser sair desse estado de desânimo, na avaliação de Claudia, da Career Center. "A melhor coisa que ele tem de fazer para resolver esse problema é se conhecer bem e ter um objetivo de carreira definido, porque ainda que ele passe por obstáculos, ao menos ele sabe o caminho que ele está trilhando". 

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terça-feira, 1 de março de 2011

Jornal do Brasil - Economia - Receita libera programas para declaração do IRPF 2011

BRASÍLIA - A Receita Federal liberou às 8h desta terça-feira o envio das declarações de ajuste do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Para este ano, a declaração poderá ser feita somente por meio eletrônico - disquete ou pela internet -, até as 23h59 do dia 29 de abril. O acesso pode ser feito através da página do IRPF 2011. O contribuinte poderá baixar os programas necessários e ainda conferir dicas para não errar no preenchimento.

O programa de declaração do IRPF este ano vai mostrar os passos do processo, que está dividido entre "declaração", "pagamento", "processamento" e "restituição". A ideia é incentivar o contribuinte a acompanhar o processamento da sua declaração e identificar erros mais rapidamente.

Outra novidade é a possibilidade de casais homossexuais declararem o imposto de renda conjuntamente. Segundo a Receita, não haverá mudanças na declaração. O contribuinte apenas deverá declarar o nome do cônjuge normalmente e comprovar união estável, condições igualmente exigidas para casais heterossexuais.

Este ano, ao final da declaração, o contribuinte, que normalmente imprimiria um recibo, desta vez poderá imprimir a segunda via, que conterá informações adicionais e individuais. Nesta segunda via, constará o número do recibo, necessário para que o contribuinte faça várias operações dentro do site da Receita.

A expectativa da Receita este ano é reduzir a quantidade de declarações que ficam retidas na malha fina por conta de erros no preenchimento da declaração. O Fisco estima que 63% dos contribuintes que caem em malha fina saem da situação apenas com uma correção no preenchimento.

A Receita espera receber 24 milhões de declarações neste ano. Os contribuintes que tiveram, no ano passado, rendimentos tributáveis até R$ 22.487,25 não são obrigados a apresentar a declaração de isento. Isso porque, até o ano passado, mesmo estando na faixa de isenção do pagamento de IR, o contribuinte precisava entregar a declaração de isento. Com isso, a Receita espera uma diminuição de 1,5 milhão no número de declarações entregues.

Desde 2009, os contribuintes com imposto a restituir recebem por SMS um aviso de que o dinheiro está disponível para saque. Este ano, a restituição será feita a partir de junho, respeitando-se a ordem de entrega. Contribuintes acima de 60 anos terão prioridade. Serão sete lotes, ao total.

Como entrar na mira dos recrutadores da internet?

A principal dica para quem busca emprego pela internet é se fazer presente, ou seja, divulgar seu currículo nos mais variados meios de comunicação

Profissionais que buscam novas oportunidades de trabalho já deixaram o bom e velho currículo de papel de lado. Com a internet, o foco, agora, é saber como entrar na mira dos recrutadores on-line.

"A principal dica para quem busca emprego pela internet é se fazer presente, ou seja, divulgar seu currículo nos mais variados meios de comunicação on-line, envolvendo sites pagos, gratuitos, redes e grupos sociais, blogs e sites das próprias empresas, além de utilizar os e-mails indicados por seu networking", afirma a consultora de RH (Recursos Humanos) da Catho Online, Priscila de Ponte.

Uma pesquisa realizada pela própria Catho Online em 2009, chamada "A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros", apontou que mais de 70% dos profissionais em busca de uma recolocação possuem currículo cadastrado na internet.

Nessa pesquisa, foi identificado que o networking é a principal fonte de recrutamento dos selecionadores (28% das contratações foram realizadas por esse meio). Em seguida, está a internet, com 22,3% das contratações. O uso da web vem ganhando terreno, com um acréscimo de mais de 6%, se comparado à pesquisa de 2007.

Objetivos

"Ao analisar a internet, temos que a maioria (e para alguns cargos, todas) das contratações é realizada por meio da divulgação dos anúncios de vagas em sites de vagas e currículos, seja essa divulgação feita por empregadores, por empresas de consultorias ou agências de emprego", explica Priscila.

Segundo a especialista, a proatividade é outro fator extremamente importante para o candidato que busca emprego pela internet, pois não adianta cadastrar o currículo em um site de empregos e ficar esperando que as empresas o busquem no site.

A profissional orienta ao candidato que se preocupe com questões referentes ao layout de sua página em uma rede social ou site de empregos e, principalmente, com a extensão do currículo.

"O profissional também poderá ganhar pontos positivos ao enviar uma carta de apresentação para empresas que gostaria de atuar mas que não possuem vagas divulgadas, pois, muitas vezes, as oportunidades surgem nos lugares muito antes de anunciarem as vagas", diz.

Oportunidades

A internet é uma das principais fontes onde as empresas divulgam suas vagas. Algumas vantagens em procurar emprego pela internet são: a rapidez/facilidade com que se encontra informações; a comodidade, pois o profissional envia, da sua própria conta, seu currículo diretamente para o email das empresas anunciantes; e a eficácia.

De acordo com a consultora de RH da Catho Online, a dica é buscar sites que comprovem os seus resultados, ou seja, que efetivamente mostrem que os profissionais são contratados.
 

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Estatístico do Estado vende dado sigiloso

01/03/2011 - 04h30

DE SÃO PAULO
O sociólogo Túlio Kahn, que é chefe da CAP (Coordenadoria de Análise e Planejamento) da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, vende serviços de consultoria nos quais põe à disposição de empresas dados sigilosos sobre a violência no Estado, informa a reportagem de Mario Cesar Carvalho publicada na edição desta terça-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Como sócio da Angra Consultoria, Kahn repassa a clientes informações cuja divulgação é vetada, "para não alarmar o público".
Entre elas, estão que tipo de bens é levado com maior frequência em assaltos a condomínios de São Paulo e quais os furtos mais comuns na região de Campinas. Os contratos da Angra chegam a até R$ 250 mil.
Parte das informações criminais é publicada trimestralmente, de acordo com a resolução 160, que criou em 2001 as regras para divulgação de estatísticas.
A divulgação, porém, não inclui dados estratégicos, como o local do crime. Com isso, não dá para se saber a rua onde se mata mais na cidade de São Paulo ou as faculdades que concentram o furto de veículos. Não há esse veto para a clientela da Angra.
OUTRO LADO
Kahn afirma que jamais violou dados da secretaria. Segundo Kahn, foi o próprio Estado que sugeriu que ele abrisse uma empresa para cobrar por certos projetos, pois seu salário era baixo.
O governo paulista não se pronunciou.
Leia a reportagem completa na Folha desta terça-feira, que já está nas bancas.

Pesquisa revela quais são as melhores empresas para liderança no Brasil

No Brasil, a melhor empresa para liderança, segundo revela levantamento realizado pela consultoria Hay Group, é a GE

A maior parte dos profissionais sonha em ocupar um cargo de liderança e, muito por isso, não são poucas as discussões e pesquisas acerca de como chegar lá e se tornar um bom líder.

Contudo, as empresas também são responsáveis pela formação ou não de bons líderes e, dependendo de suas práticas e valores, elas podem facilitar o papel do líder. No Brasil, a melhor empresa para liderança, segundo revela levantamento realizado pela consultoria Hay Group, é a GE.

A empresa, aliás, também foi eleita a número um na pesquisa global. Segundo a consultoria, as melhores companhias para liderança têm em comum o fato de darem a oportunidade do desenvolvimento e da prática da liderança para todos os colaboradores, não importando o nível hierárquico de sua função.

Além disso, 90% das melhores empresas para liderança esperam que os profissionais liderem, independentemente de terem ou não um cargo de gestão.

As melhores

Mundialmente, além da GE, nas cinco melhores posições estão Procter & Gamble, Intel Corporation, Siemens e Banco Santander.

Na tabela abaixo, é possível ver quais são as dez melhores empresas para liderança no Brasil e na América Latina.

Melhores empresas para liderança

Brasil América Latina
GE Unilever
3M Lan
Votorantim 3M
Ambev GE
IBM Cemex
Petrobras IBM
AngloGold Ashanti Telefônica
HSBC Bank Polar
Braskem Votorantim
10º Siemens Santander

Atributos

No Brasil, as empresas que aparecem no ranking têm como características comuns metas claras, ofertas de treinamento e oportunidades internacionais, sendo que, por aqui, os profissionais dão mais importância à remuneração do que os executivos de países desenvolvidos. 

"No Brasil, a remuneração aparece como quarto fator para atração e retenção, enquanto no mundo, o quesito está em sétimo e último lugar", diz agerente do Hay Group e especialista em desenvolvimento de liderança, Glaucy Bocci. 

Além de dar oportunidade para o desenvolvimento da liderança, nas empresas consideradas melhores neste sentido também observa-se que elas disseminam e esperam a inovação, que valorizam a diversidade, recrutam minorias culturais e têm alta proporção de mulheres em cargos de liderança.

Nessas empresas, os líderes competentes são cada vez mais colaboradores, sendo que a companhia possui algum tipo de incentivo para a colaboração.

No mais, tais companhias encaram o desenvolvimento de lideranças uma prioridade e enxergam como positivo o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de possuírem algum tipo de apoio aos estudos dos funcionários e descendentes e de ser fácil para quem trabalha nestas companhias exercerem suas atividades de casa, quando preciso.
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Equipes imbatíveis: os segredos para o sucesso do trabalho em conjunto

Profissionais trabalham melhor em ambientes de liberdade, respeito e comprometimento. Saber delegar as responsabilidades corretas é o grande desafio do líder.

Você se lembra quando foi a última vez em que saiu do trabalho com a mente limpa e sua lista de tarefas zerada? Bem, eu também não lembro. Na verdade, sonho com esse dia... logo depois de ter sonhado com meus afazeres.
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Por Daniel Rodrigo Bastreghi , www.administradores.com.br