terça-feira, 26 de abril de 2011

JBS, o maior frigorífico do mundo, assina o TAC proposto pelo MPs amanhã

 

O JBS, maior frigorífico do mundo, com uma filial em Rio Branco, assina amanhã o Termo de Ajustamento de Conduta coordenado pelo Ministério Público Federal, em parceria com o Ministério Público do Estado e Ministério Público de Trabalho. A informação foi confirmada pela assessoria jurídica da empresa que deve chegar hoje a Rio Branco. “Chegamos a uma redação que garante sustentabilidade tanto econômica quanto ambiental”, adiantou o assessor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva. Ele assegura que “não procede” a informação de que o frigorífico compra carne bovina tratada em área embargada pela Justiça por prática de trabalho escravo ou crime ambiental. “Não compramos carne que não seja de origem legal”.
Leia mais:  http://www.agazetadoacre.com

A CARNE DO ACRE É LEGAL!!

Mauro Ribeiro

Poucos produtos são tão genuinamente acreanos quanto a melhor carne do Brasil, a nossa carne. Consumimos uma carne saborosa, macia, suculenta, frequentadora das melhores churrascarias do Brasil. Mais que isso:  da mesa de todas as famílias acreanas. Falo sobre as qualidades de nossa carne para começar, pelo sabor, a rebater a recente tentativa de criminalizar a incipiente produção pecuária acreana, com a proposição de uma multa estratosférica e as consequências nefastas de tal ato.

Não considero que esta seja uma discussão reservada a especialistas. É de interesse de toda a sociedade. Posso afirmar que, no meu entendimento, trata-se de uma ação extemporânea e intempestiva, feita  para reacender velhos holofotes midiáticos e tentar jogar por terra todo o esforço histórico que governo e sociedade construímos na superação de antigas divergências.

No fundo trata-se de uma questão puramente ideológica,  manifestada sempre em suposta defesa dos interesses da população, em abrigo a um modelo de desenvolvimento de que a Amazônia tem dados seguidas provas de saber fazê-lo diferente, o Acre em especial. Tem sido assim sempre que algum projeto de desenvolvimento é colocado em curso: dificuldades e embaraços são criados para manter a Amazônia como santuário de pobres e isolados, num rosário de exigências inaplicáveis em qualquer outro estado brasileiro.

Considero extemporânea porque comete um erro histórico. Desconhece quem é o verdadeiro pecuarista do Estado. Com a mira ideológica voltada para os grandes fazendeiros, acerta o alvo nos pequenos proprietários, que diz defender. Ora, nem sonham que cerca de 80% das propriedades tem menos de 100 cabeças de gado. Se pensarmos em até 500 cabeças, quase 98% dos produtores estão concentrados neste intervalo.

Juntos, detêm a maioria do rebanho e são, ainda, os principais fornecedores de bezerros para recria e engorda.

É intempestiva porque o Acre, desde 2007, fez aprovar a Lei Estadual do Zoneamento Ecológico-Econômico, estabelecendo, dentre tantas coisas boas, a possibilidade de regularização de áreas com passivo ambiental, inclusive estabelecendo a modalidade da desoneração, em adição às de compensação de reserva legal, regeneração natural e reflorestamento -- já previstas no moribundo Código Florestal.

Só por isso -- por existir um programa de regularização de passivo ambiental em pleno curso -- já seria injustificável atropelar prazos, impondo julgamento antes mesmo de concluir etapas de defesa e adequação de todos os produtores que desejam permanecer na legalidade.    Além disso, impor medidas tão draconianas à economia do Estado, justamente no único setor consolidado e responsável pela geração de riquezas e oportunidades de trabalho, onde foi plantada uma verdadeira cadeia produtiva, é apostar no caos, na quebradeira.  Por isso, não se justifica acenar para o setor tendo à mão a dura intenção de  proposição de Termos de Ajustamento de Conduta, como se assinar um TAC fosse necessariamente uma solução tão generosa. Não pode haver generosidade com imposição. É sempre necessário considerar os dois  lados. 

A multa proposta -- e o consequente embargo aos frigoríficos -- ajuda a pensar que o julgamento e a condenação  estão antecipados a qualquer possibilidade de discussão.Todos sabem que temos prazo em aberto, que estão andando os processos de licenciamento e regularização ambiental. Mais ainda: que está havendo adesão dos nossos produtores, a tal ponto de muitas propriedades rurais já se encontrarem regularizadas, e outras encaminhando uma série de providências para darem entrada em seus processos de regularização, a exemplo do Georreferenciamento de cada área, um processo oneroso e necessário.

Quem é que não sabe que nos dias 3 e 4 de maio o Congresso Nacional estará votando a proposta de alteração do Código Florestal, removendo um dos mais velhos entulhos que conheço? Será oportunidade para adequá-lo aos novos tempos sem descuidar da proteção ambiental.

Pelas propostas em discussão, algumas com a sinalização de consenso por parte da base governista, é possível resolver mais 90% dos problemas de passivo ambiental em nosso Estado, o que atenderia a expectativa de milhares de pequenos produtores rurais.

Assuero Veronez anuncia desabastecimento de carne no Estado do Acre

Ter, 26 de Abril de 2011 00:19 
 
O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Acre, Assuero Veronez, declarou em entrevista na tarde desta segunda-feira (25), que pode haver desabastecimento de carne no Estado.
A entrevista foi concedida a uma emissora local que com Ação Civil Pública que impediu 14 frigoríficos no estado de abater gado oriundos de fazendas que promoveram desmate ilegal nos últimos cinco anos, pode fazer faltar carne no comércio acreano e haverá um aumento do preço do produto no mercado local.
Para Assuero, “sem alternativas os proprietários dessas fazendas terão de procurar o mercado de frigoríficos do estado de Rondônia, o que vai gerar desemprego aqui e também vai encarecer o preço da arroba do boi por causa do frete e isso será repassado ao consumidor. Se essa medida não for revista, vamos passar a comprar carne de Rondônia e bem mais caro”, lamentou.
Informações de Cruzeiro do Sul, [município distante 760 quilômetros da capital do Acre], dão conta que já falta carne bovina nos açougues e mais da metade dos restaurantes e churrascarias não abriram as portas na cidade por falta de carne.
Para o procurador da União, Anselmo Henrique, que gravou entrevista na TV Acre, “essa é uma manobra dos pecuaristas e pode gerar uma nova ACP, dessa vez com base na Lei de crimes contra a ordem tributária e econômica”, afirmou.
A Promotora do Meio Ambiente, Meri Cristina Amaral disse na última terça-feira (19), que a ACP movida pelos Ministérios Público Federal, Estadual e do Trabalho contra os 14 frigoríficos do Acre e o IBAMA, se fez necessária para que a pecuária seja desenvolvida de acordo com a legislação ambiental.
Para Meri Cristina, “o IBAMA também figura como réu, para que o órgão cumpra com o seu dever de efetivar o embargo das propriedades que já foram autuadas anteriormente” disse ela.
Salomão Matos- da redação de ac24horas com informações da TV Acre

Ifac deve chamar mais 70 concursados

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Acre (Ifac) convocará, nos próximos dias, professores e técnicos administrativos de nível médio e superior para preenchimento de vagas. Serão cerca de 70 profissionais convocados no Acre.

Em todo o Brasil, os institutos federais de educação, ciência e tecnologia já foram autorizados a contratar, via concurso público, pelo menos 2.800 professores e 1.800 técnicos administrativos para as escolas federais de educação profissional.

Conforme divulgou o jornal O Globo, os institutos que ainda tiverem concurso público válido poderão convocar e nomear os candidatos aprovados imediatamente. A autorização é dos ministérios da Educação e do Planejamento.

O Ifac promoveu cinco concursos em 2010, mas por conta do período eleitoral, não foi autorizado a contratar nenhum profissional. Com abertura de novas turmas, a contratação será imediata.

Segundo o Ministério da Educação, entre 2003 e 2010 foram instaladas 214 escolas técnicas federais, e boa parte do quadro desses centros ainda precisa ser preenchida. O país tem hoje 281 escolas técnicas públicas em funcionamento, e a previsão do governo é chegar a pelo menos 380 até o fim do ano. No Acre, o Ifac possui núcleos em Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira e Xapuri.

Hoje, o MEC conta com pouco mais de 22 mil professores de ensino técnico e tecnológico, contra mais de 64 mil professores de ensino superior. (Ana Paula Batalha)

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Jetman voará sobre o Grand Canyon


Por Pedro Sirna

Piloto suíço usará asas de propulsão a jato feitas de fibra de carbono em seu primeiro vôo nos EUA
Em seu primeiro vôo nos EUA, Jetman atravessará o Grand Canyon

Em seu primeiro vôo nos EUA, Jetman atravessará o Grand Canyon
É um pássaro? Não. É um avião? Não. É o Jetman!
A celebre frase usada nos quadrinhos do Super-Homem poderá ser ouvida na manha do dia 6 de maio por quem estiver visitando o Grand Canyon, Arizona.
Está é a data escolhida pelo suíço Yves Rossy, conhecido como Jetman, para voar pela primeira vez com suas asas a jato no céu dos Estados Unidos.
O piloto vai saltar de um avião para o Grand Canyon e, em seguida, voar a mais de 200 metros do chão.
As asas usadas no vôo terão 30 quilos (55 quilos com tanque cheio) e 2 metros de envergadura. O evento será patrocinado pela luxuosa relojoaria suíça Breitling.
Yves Rossy ficou conhecido como Jetman em 2006, quando se tornou o primeiro homem a voar com asas de propulsão a jato feitas de fibra de carbono.
Desde então, o piloto já voou sobre o Lago Geneva, na Suiça, e atravessou, em 2008, os 35 quilômetros do Canal da Mancha, que separam a Inglaterra da França.
Em 2009, Jetman tentou atravessar os 39 quilômetros de mar Mediterrâneo que separam África e Europa. Mas por conta de nuvens carregadas, teve que fazer um pouso de emergência na água com auxilio de pára-quedas.




Contrata-se: com profissionais em falta, sobram vagas para cargos de liderança


A maior preocupação das empresas para 2011 é atrair talentos

Por Redação, www.administradores.com.br
Com a economia crescendo a passos bastante largos, o Brasil tem precisado correr contra o tempo para corrigir alguns problemas históricos que, agora, se fazem perceber de forma muito mais clara. Nunca foi segredo o atraso do país em diversos setores, entre os quais está o sistema educacional. A estrutura falha, comprometida desde a base, mesmo com as recentes melhorias, ainda não foi capaz de capacitar profissionais suficientes e com todas as qualidades demandadas pelo novo momento que se vive hoje.

O resultado de tudo isso é o que mostra um estudo realizado pelo Instituto CRF, da Holanda. O levantamento constatou que a falta de profissionais qualificados no Brasil tem sido a reclamação mais recorrente nas empresas.

Para efeitos comparativos, a pesquisa aponta que 3% das empresas europeias afirmam ter dificuldade de preencher vagas de diretores e presidentes, enquanto nas brasileiras esse percentual é quase 9 vezes maior. No nível gerencial, a escassez é sentida por 17% das europeias e por 44% das nacionais.

"Esse cenário é o resultado da rápida aceleração da economia brasileira, sem que muitos profissionais tivessem tempo para se preparar para esse novo mercado", diz Robert Schaefer, Diretor para América Latina do Instituto CRF.

Por aqui, a maior preocupação das empresas, para 2011, é atrair talentos. Na Europa, o foco é maior em engajar os já conquistados. "Uma das maneiras mais eficientes de as empresas brasileiras garantirem mão de obra profissional seria por meio de ações como cursos, treinamentos para seus funcionários e planos de carreira que promovam os melhores talentos da organização", completa Schaefer. 

Lições de inovação: aprenda com a Apple a fazer diferente


Professor do IMD (Suíça) aponta ações que deram à empresa de Jobs o status de mais inovadora do mundo e mostra como elas podem servir de exemplo para você

Por Bill Fischer, Especial para a Revista Administradores
Devido às mudanças na economia mundial e ao aumento da concorrência, parece que a última tendência em consultoria estratégica instintiva para as empresas é tornar-se "mais inovador". No entanto, ser mais inovador não é tão fácil. O mercado mundial está repleto de carcaças corporativas de empresas que aspiravam à inovação. Grandes organizações como a Digital Equipment, Pan American Airlines e Polaroid, líderes inovadores em suas indústrias durante bastante tempo, já não existem, em grande parte devido à incapacidade de sustentar avanços tecnológicos.

Há mais de uma década, a Apple é considerada a empresa mais "inovadora". iPhones, iPods e iPads modificaram não só o mercado, mas a maneira com que vivemos. O iPod detonou a produção e distribuição de CDs e sacudiu a rádio com os podcasts. É realmente uma história de sucesso de inovação e levou apenas oito meses, do início ao fim. Claramente, há muito para apreender.

Motiva-se com os erros

A Apple não pensava em música portátil no fim do século 20. Na era do mp3 e compartilhamento peer-to-peer, estava focada em vídeo e no desenvolvimento do iTV e do iMovie – tanto que seu iMac na época não tinha sequer gravador de CD. Na verdade, ignoraram completamente o mercado da música. A empresa mais inovadora do mundo estava literalmente cega a uma das maiores tendências sociais daquele momento! No entanto, previsões financeiras fizeram com que percebessem a necessidade de mudar sua abordagem ao mercado e à tecnologia.

Dada sua reputação para a inovação e tendências, a incapacidade de prever a importância da música na vida dos usuários de computadores pessoais foi completamente atípica, mas uma perda de US$ 195 milhões no trimestre os motivou a repensar a maneira com que se inseriam no mercado. A Apple não só aprendeu com seu erro, mas o usaram como 'catapulta' para a inovação.

Busque habilidades

Então, se você é a Apple, como você se recupera? A maioria dos livros de gestão de equipe recomenda: "contrate atitude, ensine habilidades". Este modelo propicia um ambiente de trabalho harmonioso e colaborativo. No entanto, no mundo da inovação, aspirações e atitudes não são suficientes. Na situação em que se encontrava, a Apple precisava de habilidades reais e, assim, quando Steve Jobs formou a equipe do iPod, ele agrupou os melhores em hardware, software e design. Estes tinham a missão de mudar o mundo; acirrando o espírito competitivo e atingindo altíssimos níveis.

  Ilustração: José Maia/ Montagem: Administradores.com.br  
    
  
Quando se fala de Apple, fala-se de Steve Jobs. Ele é uma figura importantíssima à
marca e às atitude da empresa. 
  


Repare no alheio para se ter grandes ideias

O que realmente diferencia o iPod dos outros tocadores de mp3 não é o hardware, software ou o design – embora todos sejam ótimos. Seu verdadeiro destaque é a facilidade com que o cliente pode acessar, baixar, armazenar e carregar músicas e podcasts. Essa "inovação" não vem de dentro da Apple, mas de fora. Tony Fadell tentava desenvolver isto por conta própria e a empresa o encontrou e o contratou por oito semanas! Pense em como isso é difícil: encontrar alguém com uma boa ideia. Não era para construir uma relação a longo prazo, mas simplesmente para acessar uma boa ideia de outra pessoa.

Áreas criativas e inovadoras

Steve Jobs colocou a equipe em um espaço físico comum que, embora não condizente à hierarquia, fez com que os membros tivessem uma comunicação eficiente. O ambiente de trabalho tinha "muito pouco espaço pessoal" – não havia cubículos ou salas. Ao impor ambientes abertos, a criatividade e o fluxo livre de ideias foram incentivados.

Definir limites de liderança

Este artigo foi publicado originalmente na revista Administradores nº 0. Confira acima outros destaques da edição

Quando se fala de Apple, fala-se de Steve Jobs. Ele é uma figura importantíssima à marca e atitude da empresa. Então, qual seu papel no iPod? Depois de desenvolver uma equipe de primeira, Jobs lhes deu visões claras e ambiciosas. Ele cobrou a criação de um produto que colocaria 1.000 músicas em seus bolsos, com software tão simples que até suas mães poderiam usá-lo e uma oferta completa de produtos que estariam em pontos de venda dentro de oito meses. A beleza desses objetivos é que são simples, claros e precisos, mas abrangentes o suficiente que a equipe poderia trabalhar totalmente focada e livre ao mesmo tempo. Líderes inovadores devem fornecer um briefing claro que organize a equipe e que não restrinja suas capacidades.



Mesmo com a fama de se envolver nos projetos, Jobs realmente não interferiu muito no iPod. Ele foi perspicaz em montar uma equipe altamente qualificada e deixar que suas habilidades brilhassem. Porém, ao longo do caminho, ele agiu como policial e também cheerleader, impondo uma atitude que deixou os membros da equipe saberem que se a Apple tivesse sucesso, eles também teriam sucesso pessoal. Ele vigiou os parâmetros do projeto, garantindo a adesão da equipe às suas metas.

Pés no chão

Outro produto da Apple, o iPhone, está redefinindo a telefonia. No entanto, esta inovação foi uma ameaça à Apple quando um problema técnico afetou a qualidade do sinal. A resposta de Jobs mostrou sua verdadeira liderança: uma mensagem que corresponde à cultura da Apple – uma empresa que, repetidas vezes, mudou o mundo para melhor. Sua mensagem foi: "vamos resolver o probleminha do iPhone", e para seus concorrentes: "pegue-nos se for capaz".

A Apple continua inovando. O iPad promete revolucionar o setor editorial. Mais uma vez, Jobs viu uma oportunidade de cadeia de valor em um setor que, atualmente, está vulnerável às grandes mudanças e que usa tecnologias modernas, porém não revolucionárias. A empresa desenvolveu uma maneira inovadora de lucrar ao "religar" a experiência do consumidor de maneira que possam tecer uma nova cadeia de valores.

Bill Fischer - é professor de Gestão de Tecnologia do IMD, uma das principais escolas de negócios do mundo, localizada na Suíça. Ele dirigiu o programa Mastering Innovation Globally 2010, administrado em Hong Kong.