segunda-feira, 2 de maio de 2011

Brasil deve ter inflação e juros maiores em 2011

Analistas de mercado apostam em aumento de preços de 6,37% e de taxa de 12,5%, diz BC
Agência Estado 
 
A inflação e os juros devem ficar ainda maiores neste ano. A previsão de economistas e de outros analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central é de que o aumento de preços dos bens e serviços no país encerre o ano em 6,37%. A previsão anterior era de 6,34%. Já a Selic (taxa básica de juros) passou de 12,25% para 12,5%.
Os números fazem parte do boletim semanal Focus, divulgado nesta segunda-feira (2).
A expectativa para a inflação oficial neste ano subiu para um patamar ainda mais distante do centro da meta de inflação, que é de 4,5%.
Significa dizer que, nos 12 meses entre janeiro e dezembro, os preços de bens e serviços não podem aumentar mais do que isso. Essa meta tem uma margem de segurança que vai de 2,5% a 6,5%. Acontece que, nos 12 meses encerrados em março, a inflação já acumula 6,3% - ou seja, quase estourando o limite máximo previsto.
Para o ano que vem, os analistas mantiveram a projeção para a inflação em 2012 em 5%.
De acordo com a pesquisa Focus, os analistas também aumentaram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011, de 12,25% para 12,5% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2012 passou de 11,75% para 12% ao ano.
O mercado financeiro manteve a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas no país) em 2011, em 4%, segundo o boletim Focus. Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia avançou de 4,21% para 4,25%. Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,62, valor inferior ao estimado na semana anterior, de R$ 1,65. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 passou de R$ 1,62 para R$ 1,61. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio permaneceu em R$ 1,70.

Temperatura começa a subir na próxima quarta, segundo meteorologia
Diego Alves

A temperatura em Campo Grande volta a subir gradualmente na próxima quarta-feira (11) em Campo Grande, segundo o meteorologista da Anhanguera-Uniderp, Natálio Abraão.
A previsão é a de que a madrugada desta terça-feira (3) seja a mais fria com 9° C e sensação térmica de 6°C graus. Segundo a meteorologia, o céu começa a limpar na tarde desta terça.
Com a temperatura subindo gradualmente, a previsão é a de que na próxima sexta-feira (6), a frente fria perca toda a força na Capital.

O PAPA DOS JOVENS

Carlos Alberto Di Franco - O Estado de S.Paulo
Domingo, 1.º de maio. Uma multidão impressionante ultrapassa os limites da Praça de São Pedro, no Vaticano, toma conta da Via della Conciliazione e se espraia por ruas, praças e vielas de Roma. Jovens, uma multidão de jovens, italianos, poloneses e dos quatro cantos do mundo, ocuparam a cidade para festejar a beatificação de João Paulo II.
O fenômeno de massas, talvez o maior da história de Roma, só teve um precedente: a morte de Karol Wojtyla. A madrugada avançava naquela que seria a última noite de João Paulo II neste mundo. E foi com os jovens o último diálogo, embora indireto, do papa agonizante. Ao ser informado de que havia uma multidão de jovens entre os milhares de pessoas que rezavam por ele diante de sua janela, na Praça de São Pedro, o papa, conforme relato feito por seu porta-voz, o jornalista Joaquín Navarro-Valls, teria murmurado: "Vi ho cercato/ siete venuti da me/ e vi ringrazio" (eu os procurei, agora vocês vieram a mim e por isso lhes agradeço).
A mensagem do papa, divulgada pelas rádios, TVs e pelos celulares, percorreu Roma como um rastilho de afeto. E uma interminável fila de jovens tomou conta do Vaticano. Seu funeral foi acompanhado por todas as lideranças do mundo. As diferenças ideológicas depuseram suas armas em homenagem ao mensageiro da paz. Mas o que mais impressionou, em abril de 2005 e ontem, foi a onda jovem que abraça o papa com seu carinho.
Evoco, caro leitor, as imagens do último megaevento que reuniu João Paulo II e seus jovens seguidores. Diante de milhares de peregrinos, reunidos na celebração da 17.ª Jornada Mundial da Juventude, em Toronto, o papa João Paulo II, então com 82 anos, apresentou-se ao público como "um velho papa, com muitos anos de vida, mas ainda com coração jovem". No palco preparado para a cerimônia, caminhou apoiando-se numa bengala, cantou com os jovens e fez piadas sobre sua saúde.
A multidão recebeu-o com um entusiasmo impressionante. Usando tênis e mochilas, os "papaboys", como são apelidados os jovens que participam das jornadas católicas, receberam o pontífice cantando, dançando e entoando bordões como "João Paulo II, nós amamos você". O papa, encurvado e doente, continuou sendo um indiscutível fenômeno de massas. O desempenho de João Paulo II, sobretudo no meio jovem, foi, até o fim, uma charada que desafiou o pretenso feeling de certos estudiosos do comportamento. Afinal, o estereótipo do papa conservador, obstinadamente apegado aos valores que estariam na contramão da modernidade, foi contestado pela força dos fatos e pela eloquência dos números.
Durante quase 27 anos de pontificado, as ruas, praças e esplanadas nos quatro cantos do mundo foram tomadas por barracas, mochilas e canções. A frustração de certos vaticanólogos só foi superada pelo ranço amargo de alguns ideólogos fracassados. De fato, as concentrações religiosas, imensas e multicoloridas, contrastavam fortemente com as previsões pessimistas dos profetas da morte de Deus.
Os desembarques do papa foram, frequentemente, precedidos de discutíveis pesquisas indicando que parcelas significativas da população consideravam João Paulo II conservador e retrógrado. Chegou-se a falar, num burocrático exercício de futurologia, de prováveis fracassos de algumas de suas viagens e dos riscos de uma explosão de protestos contra a rigidez doutrinal da Igreja Católica. As contestações, no entanto, quando ocorreram, ficaram limitadas a meia dúzia de cartazes. E nada mais.
A 17.ª Jornada Mundial da Juventude foi um bom exemplo do descompasso entre as previsões dos ressentidos e o arejamento do mundo real. As multidões que acompanharam o pontífice superaram todas as estimativas, levando um comentarista internacional a perguntar, em artigo perplexo e irritado, que mistério tinha João Paulo II para despertar "inabituais cenas de fervor e mobilização coletiva, que parecem anacrônicas nestes tempos, em que a Igreja é acusada de ser conservadora, retrógrada e, por isso, distanciada da juventude". Como explicar o fascínio exercido pelo papa? Como digerir a força de um fato?
Vem-me à lembrança, enquanto escrevo este artigo, a cobertura que fiz para o jornal O Estado de S. Paulo, em outubro 2003, do 25.º aniversário do pontificado de João Paulo II. Lembro-me, entre outros, de um depoimento sugestivo. Bruno Mastroianni era um jovem filósofo romano. Sobrinho de Marcello Mastroianni, o falecido ator de La Dolce Vita, de Fellini, nasceu depois da eleição de João Paulo II. Encontrei-o enturmado na Praça de São Pedro. "Nestes meus 24 anos", dizia-me então, "João Paulo II sempre esteve presente. Lembro-me, quando era criança, daquele homem vestido de branco, com aspecto de estrangeiro, mas, ao mesmo tempo, tão familiar. Mais tarde, durante os anos da adolescência, fiquei rebelde. O papa, no entanto, estava sempre lá, um pouco mais velho, mas sempre forte. Dizia-nos, então, que o amor de Deus era a única resposta, o único caminho para um futuro melhor."
"Agora, formado e iniciando minha vida profissional, aquele homem vestido de branco, longe de parecer um velhinho frágil e doente, continua lá. É uma rocha firme e segura. Acredito que para todos os jovens, como eu, não exista melhor mestre do amor do que um papa tão enamorado de seu serviço ao mundo", concluía Mastroianni.
A incrível sintonia entre João Paulo II e a juventude oculta inúmeros recados. Num mundo dominado pela cultura do corpo e pela exaltação da juventude e da sensualidade, o velho papa quebrou todos os moldes. Ele foi, de fato, um sucesso mercadológico. Seu marketing, no entanto, teve raízes profundas: fé robusta, coragem moral e coerência doutrinal e, sem dúvida, a misteriosa magia da santidade.
DOUTOR EM COMUNICAÇÃO, É PROFESSOR DE ÉTICA E DIRETOR DO MASTER EM JORNALISMO E-MAIL: DIFRANCO@IICS.ORG.BR

Nos pênaltis, Flamengo vence o Vasco e leva o Carioca


Estadão/ES

O Flamengo venceu o Vasco nos pênaltis e conquistou neste domingo o seu 32.º título do Campeonato Carioca. As duas equipes lutaram bastante durante os 90 minutos, mas a incompetência do Vasco nas penalidades determinou o resultado. Com isso, o Flamengo segue dominando o campeonato estadual em sua história recente. São oito conquistas entre 1999 e 2011.
O jogo começou bastante truncado no meio de campo, o que impediu que as duas equipes criassem oportunidades claras de gol nos primeiros 15 minutos. A melhor chance foi do Vasco e saiu dos pés de Eder Luís, aos 11. Ele fez boa jogada pela direita e passou para Diego Souza. O camisa 10 cruzou e Welinton afastou mal. A bola sobrou para Eder Luís, livre, só que ele chutou longe do gol.
A partida ganhou mais velocidade e emoção aos 20 minutos, após a parada técnica. Aos 22, Ronaldinho Gaúcho cobrou falta na segunda trave e Thiago Neves, sozinho, cabeceou para fora. Três minutos depois, o Flamengo teve a chance mais clara de gol do primeiro tempo. Thiago Neves tocou para Ronaldinho, que passou para Deivid. O atacante serviu Bottinelli, livre. O argentino chutou forte, mas o goleiro Fernando Prass fez grande defesa.
Depois desses lances, foi a equipe do Vasco que teve as duas melhores oportunidades de abrir o placar até o fim da primeira etapa. Aos 29 minutos, Felipe recebeu de Alecsandro na entrada da área e chutou cruzado. A bola passou perto da meta do goleiro do Flamengo. Aos 43, Ramon cruzou da esquerda e encontrou Diego Souza, que, sozinho, acabou cabeceando em cima de Felipe.
Apesar da rivalidade entre as duas equipes, o jogo transcorreu sem lances violentos no primeiro tempo. O árbitro mostrou apenas dois cartões amarelos, ambos para jogadores do Flamengo: Bottinelli e Rodrigo Alvim.
A etapa complementar começou com uma boa chance de gol para o Flamengo, após Bottinelli sofrer falta na entrada da área. Ronaldinho bateu no alto, mas o goleiro Fernando Prass espalmou para escanteio. A resposta do Vasco veio aos 26 minutos. Eder Luís foi ao fundo e tocou para trás. Bernardo, que havia acabado de entrar no lugar de Diego Souza, dominou, abriu espaço e bateu firme para a defesa difícil de Felipe.
Aos 45, Ronaldinho cobrou escanteio e a defesa afastou. A bola sobrou para Thiago Neves, que bateu de primeira e tirou tinta da trave do goleiro do Vasco. Um minuto depois, Allan e Willians discutiram e foram expulsos. Com o fim do jogo, a decisão foi para os pênaltis.
Nas cobranças, o Vasco só acertou a primeira, com Alecsandro. Na sequência, Bernardo, Felipe Bastos e Elton perderam. Pelo Flamengo, só Fierro desperdiçou. Renato, Fernando e Thiago Neves marcaram.

Gasolina e batata puxam nova alta da inflação, mostra FGV


A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) voltou a acelerar nas quatro semanas encerradas em 30 de abril, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador, que ficara em 0,80% na semana anterior, passou a 0,95%.
A gasolina e a batata-inglesa foram os itens que mais pesaram: o combustível ficou 5,98% mais caro, enquanto o preço da batata subiu 30,68%. Também pesaram as altas do álcool combustível (10,47%), do leite longa vida (3,82%) e da manga (23,31%).
Com o resultado da última semana, o IPC-S acumula alta de 3,46% no ano e de 6,05% nos últimos 12 meses.
Entre os grupos que compõem o IPC-S, alimentação voltou a apresentar aceleração, passando de 0,91% para 1,04%, com destaque para hortaliças e legumes (de 3,71% para 4,20%), panificados e biscoitos (de -0,43% para -0,22%), laticínios (de 2,12% para 2,51%) e carnes e peixes industrializados (de 0,74% para 1,16%).
Também ficaram maiores as taxas dos grupos transportes (de 1,82% para 2,10%), despesas diversas (de 0,53% para 0,81%), vestuário (de 1,06% para 1,34%), saúde e cuidados pessoais (de 0,87% para 1,10%) e habitação (de 0,38% para 0,47%).
Em sentido contrário, apenas a taxa do grupo Educação, Leitura e Recreação perdeu força, recuando de 0,36% para 0,32%. “A principal influência para este movimento partiu do item passagem aérea, cuja taxa passou de 3,08% para -1,04%”, diz a FGV em nota.

Talibãs lançam ameaças após morte de Bin Laden

Ameaças incluem presidente paquistanês Ali Zardari e Estados Unidos

Morte de Bin Laden
Os talibãs paquistaneses ameaçam atacar líder governamentais, incluíndo o presidente Asif Ali Zardari, o exército paquistanês e os Estados Unidos, depois de Osama Bin Laden ter sido morto no Paquistão.

«Agora os líderes paquistaneses serão os nossos primeiros alvos. Os Estados Unidos serão a seguir», disse o porta-voz do movimento à Reuters.

Internacional