terça-feira, 4 de outubro de 2011

Produção industrial brasileira cai 0,2% em agosto


RIO DE JANEIRO (Reuters) - A produção da indústria brasileira retraiu-se em agosto na comparação mensal, com queda acentuada dos bens de consumo duráveis, mas cresceu na relação anual, impulsionada principalmente pelos bens de capital.
A atividade caiu 0,2 por cento em agosto ante julho, mas cresceu 1,8 por cento sobre igual mês de 2010, o melhor resultado desde maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
'O setor industrial permaneceu em agosto com o quadro de menor ritmo produtivo observado nos últimos meses', disse o IBGE em nota.
Analistas consultados pela Reuters projetavam queda mês a mês de 0,28 por cento e avanço anual de 1,85 por cento.
Os números de julho foram revistos para baixo, de alta preliminar sobre junho de 0,5 por cento a 0,3 por cento, e de queda ante igual mês de 2010 de 0,3 para 0,7 por cento.
SETORES
Em agosto na comparação mensal, 11 setores tiveram queda da produção e 16 mostraram alta. O destaque de baixa foi Alimentos, de 4,6 por cento.
Entre as categorias de uso, a atividade de bens de consumo duráveis teve a maior contração, de 2,9 por cento, seguida por bens de consumo semi e não duráveis (-0,9 por cento) e de bens intermediários (-0,2 por cento). Já os bens capital tiveram aumento de 0,9 por cento.
Em relação a agosto do ano passado, 17 dos 27 setores pesquisados mostraram crescimento, sendo os principais de Veículos automotores (5,8 por cento), Edição e impressão (17,2 por cento) e Máquinas e equipamentos (5,6 por cento).
'Vale citar que agosto último teve um dia útil a mais que igual mês do ano anterior', afirmou o IBGE.
Nas categorias de uso, houve expansão em todas: bens de capital (8,6 por cento), bens de consumo semi e não duráveis (2,1 por cento), bens de consumo duráveis (1,5 por cento) e de bens intermediários (0,6 por cento).
No ano até agosto, a produção industrial brasileira acumulou alta de 1,4 por cento.
(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

China alerta para guerra comercial se EUA aprovarem lei do iuan

Por Redação, com Reuters- de Pequim



A China alertou os Estados Unidos nesta terça-feira de que a aprovação de uma lei para obrigar Pequim a permitir a valorização de sua moeda pode causar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.
economia
Hu Jintao, presidente da China, e Barack Obama em 2009; lei do iuan, que está sendo votada no Senado dos EUA, pode causar "guerra comercial"
O banco central chinês e os ministros de Comércio e de Relações Exteriores acusaram Washington de “politizar” questões cambiais e colocar a economia global em risco, depois que senadores norte-americanos votaram na segunda-feira para começar uma semana de debates sobre a lei.
Pequim fez comentários parecidos no ano passado, depois que a Câmara dos Deputados dos EUA aprovou uma lei cambial que acabou não progredindo no Congresso.
A votação do Senado abriu uma semana de debates sobre o Ato para Reforma da Supervisão do Câmbio, que permite que o governo dos EUA imponha taxações de compensação em produtos de países que subsidiem suas exportações por meio da desvalorização de suas moedas.
-Usando a desculpa do chamado ‘desequilíbrio cambial’, isso aumentará o problema da taxa de câmbio, adotando uma medida protecionista que gravamente viola regras da OMC e seriamente perturba as relações econômicas e comerciais sino-americanas- disse o porta-voz do Ministério do Exterior chinês, Ma Zhaoxu, em comunicado publicado no site do governo nesta terça-feira. “A China expressa sua oposição inflexível a isso.”
O BC da China disse em comunicado que a lei não resolve questões subjacentes da economia dos EUA. ”A lei do iuan aprovada pelo Senado dos EUA não resolverá seus problemas, como poupança insuficiente, alto déficit comercial e alta taxa de desemprego, mas pode afetar seriamente todo o progresso da reforma pela China do regime cambial do iuan e pode também levar a uma guerra cambial que nós não gostaríamos de ver.”
O porta-voz do Ministério de Comércio, Shen Danyang, disse que os EUA estão tentando culpar outros por suas próprias falhas. ”Tentar transferir disputas domésticas para outro país é injusto e viola regras internacionais, e a China expressa sua preocupação”, disse ele em comunicado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Programação Neurolinguística e a ética



 Gilberto Cury
Quando se fala em PNL - Programação Neurolinguística - constata-se ainda hoje um grande desconhecimento quanto à área em que a matéria se enquadra. Apesar de existir há mais de duas décadas, muita gente não sabe se PNL é algo relacionado à psicologia, à medicina ou ao campo da lingüística. A Programação Neurolinguística nada mais é do que um conjunto muito rico de técnicas pragmáticas de comunicação, através das quais o indivíduo aprende a viver melhor e a atuar de uma maneira eficiente nas situações que o cercam.
Chama-se Programação, porque podemos programar o que queremos fazer para nos livrar de comportamentos indesejados, que nos incomodam, bem como podemos reforçar comportamentos ótimos; Neuro, porque a base de nossas ações começa no cérebro e Lingüística porque toda a nossa comunicação, seja em pensamento, seja com os outros, é feita através da linguagem verbal e não verbal.
Uma das questões mais intrigantes com as quais o ser humano se depara é o funcionamento cérebro. Nos encontramos a menos de quatro anos do novo milênio e a busca pelos substratos da personalidade humana continua. Desde o século XVII surgiram teorias bem fundamentadas, baseadas no método analítico de Descartes. Nos séculos XVIII e XIX, com o desenvolvimento de processos tecnológicos, experimentos do comportamento elétrico de células do cérebro passaram a ser possíveis e surgiu uma nova visão dos fenômenos cerebrais. No início do século XX Freud lançou sua teoria psicanalítica apresentando semelhanças com as teorias da Índia antiga, onde os Vedas hindus (5000 a.C.) já faziam referências ao inconsciente e à interpretação dos sonhos.
Na década de 40, com o esforço de guerra, e posteriormente, com o surgimento da cibernética, estuda-se o processamento da informação no cérebro humano, de maneira científica. Com a evolução desses estudos, já na década de 80, se estuda a inteligência humana como a capacidade de resolver problemas, possibilitando ao indivíduo utilizar melhor seus próprios recursos.
Atualmente contamos com livros "best sellers", como "Inteligência Emocional", de Daniel Goleman, onde se valoriza mais a pessoa que tem ferramentas para resolver problemas e compreender melhor situações e dificuldades emocionais, do que indivíduos com QI altíssimo, mas de difícil convivência. A PNL estuda a estrutura do funcionamento do cérebro. Com isso possibilita a melhor compreensão do pensamento, dos estilos de comunicação e dos padrões de comportamento humano. O ser humano não vive no território que o cerca, mas sim na representação que ele tem desse território. Portanto, um problema nunca é o fato em si, mas sim o significado atribuído a esse fato, pela mente da pessoa. Quanto mais o indivíduo tiver conhecimento sobre seu próprio funcionamento, mais possibilidades terá de ser feliz como profissional, como amigo, como pai, como mãe, como filho, como irmão.
Tema ainda bastante polêmico e atual, a PNL é uma moderna ciência que se caracteriza, dentre outras coisas, por ser um meio de acesso e desenvolvimento do potencial humano, em muitas áreas e direções. Surgiu na década de 70, nos Estados Unidos, criada pelo linguista John Grinder e pelo analista de sistemas e matemático Richard Bandler. Foi desenvolvida como auxiliar no processo terapêutico e a partir daí, mostrou-se extremamente útil em todas as áreas de interação humana. Embora possa ser utilizada como um instrumento em terapia possui aplicações muito mais amplas, porque é um processo que ensina o indivíduo a usar melhor seu potencial, estimulando o desenvolvimento de comportamentos positivos. Parte do princípio de que o cérebro tem linguagens próprias e precisa de comandos adequados para funcionar bem. A PNL é sobretudo um modelo que estuda como os sistemas agem e interagem, como as pessoas se relacionam e como elas se comunicam consigo mesmas. Todos somos terapeutas, no sentido amplo, porque estamos sempre, de várias formas, influindo no comportamento de quem nos cerca, em diferentes papéis, ora como pai, mãe ou filho, ora como empregado, aluno, assistente ou colega, e assim por diante.
Ultimamente, a enorme quantidade de cursos e seminários de conteúdo duvidoso, que são periodicamente ministrados sobre PNL têm provocado questionamentos básicos sobre a eficácia desta nova ciência. Como em todas as áreas de atuação, em qualquer parte do planeta, há bons e maus profissionais. Na área da PNL acontece a mesma coisa. Há charlatães que prometem, através da PNL, poder sobre as pessoas, sedução instantânea, solução de todos os problemas, enfim, milagres. Por isso é muito importante separar a técnica PNL, da ética de algumas pessoas que a utilizam. Em meio ao descompasso instalado pela falta de credibilidade resultante de algumas posturas antiéticas, há os profissionais, que agindo correta e eticamente sobrevivem a um mercado "desconfiado", porque não geram expectativas e não prometem milagres, nem dão fórmulas ou receitas de felicidade e sucesso. Os novos tempos exigem nova compreensão dos fatos e o ser humano tem que saber gerar e alavancar seus próprios recursos para chegar à excelência, que é um processo dinâmico e interminável de busca, sempre centrado na realização do potencial humano.
Não se compra credibilidade, assim como não se compra estima ou prestígio. Quando aprendemos a estocar credibilidade ao longo da vida, esta "poupança" nos assegura as portas para o progresso, porque há concordância do discurso com a prática. A Programação Neurolinguística não tem nada a ver com o modismo de autoajuda, não é absolutamente o poder de dominar os outros, mas sim de conhecer os próprios sentimentos, porque é a arte da excelência humana.
Gilberto Cury é presidente da SBPNL - Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística

Brasil vai ser mostrado à Europa sem estereótipos, diz Ana de Hollanda sobre o Europalia


Renata Giraldi
Enviada Especial
Bruxelas (Bélgica) – Por mais de 100 dias, a cultura brasileira estará na Bélgica, em Luxemburgo, na França, na Alemanha e na Holanda – serão 130 shows, 60 apresentações de dança e 40 de teatro, 20 exposições de artes visuais e 80 conferências literárias. É o 23º Europalia, o maior festival de cultura da Europa, que este ano homenageia o Brasil. A ministra da Cultura, Ana de Hollanda, disse à Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que a expectativa é que mais de 2 milhões de pessoas participem dos eventos.
O 23º Europalia será aberto amanhã (4) pela presidenta Dilma Rousseff em Bruxelas, na Bélgica. A ministra disse que a presidenta está “contente e fascinada” com a realização do festival. Segundo Ana de Hollanda, é a oportunidade de mostrar o Brasil “fora dos estereótipos” e na sua “diversidade étnica e cultural”. A seguir, os principais trechos da entrevista de Ana de Hollanda à EBC.  
EBC – Como estão as expectativas em torno do 23º Europalia?
Ana de Hollanda – Com certeza, a expectativa é muito grande. É que agora eles [os europeus] decidiram escolher entre os homenageados os Brics [grupo formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul]. O Brasil é uma país que está superando a crise [econômica internacional] e as dificuldades. O europeu está olhando para o Brasil e quer conhecer esse país que tem toda uma diversidade étnica e cultural.
EBC – A senhora, então, percebe mudanças na forma como o europeu olha para o Brasil?
Ana de Hollanda – Sim, claro. O europeu está olhando para nós e pensando: ‘que país é esse?’ E os europeus estão pensando assim: ‘vamos conhecer esse país’. A expectativa é que mais de 2 milhões de pessoas ou até mais participem da programação porque pega não só a Bélgica, mas vários países da Europa.
EBC – A presidenta Dilma está emocionada de abrir o maior festival da Europa?
Ana de Hollanda – A presidenta está muito contente e fascinada com  o que vai ser apresentado aqui. Temos [uma programação com] pensadores e todas as linguagens. Os europeus estão agora com  interesse de conhecer o brasileiro, quem é esse brasileiro e conhecer o nosso povo.
EBC – A programação é bastante ampla para este festival, não é?
Ana de Hollanda – A gente quis mostrar a imagem não estereotipada do Brasil. É gente que faz um trabalho excelente e que a Europa não conhece. São 1.500 obras que vêm desde o Aleijadinho, passando pela primeira missa no país. É um retrato do Brasil que nunca foi mostrado aqui, até os dias de hoje, com os contemporâneos.
EBC – Como foi a escolha para  130 shows, 60 apresentações de dança e 40 de teatro, 20 exposições de artes visuais e 80 conferências literárias?
Ana de Hollanda – Há muita gente boa, que nem sempre são os artistas mais famosos, a gente se preocupou em não ficar naquela mesmice. Quando a gente buscou artistas, quis trazer quem faz um trabalho excelente e que nem sempre a Europa conhece. [Porque há uma tendência em ver o Brasil com uma visão] estereotipada. E o Brasil é um país indecifrável
EBC – O Brasil teve de investir R$ 30 milhões, foi difícil?
Ana de Hollanda – Conseguimos com muito apoio e deu certo. Não foi fácil. Mas houve apoio do Ministério das Relações Exteriores, da Lei Rouanet [que institui políticas públicas para a cultura] e da iniciativa privada, além da reorganização do orçamento [do próprio ministério].
Edição: Graça Adjuto

A bicicleta rápida demais para as ruas

2/10/2011 2:37,  Por Redação, com Swissinfo - de Zurique



bicicleta
Francesco Russo pedala uma bicicleta futurista
Francesco Russo é o homem mais rápido do mundo em umabicicleta não motorizada. Há pouco tempo ele melhorou seu recorde para 91 km/h. No dia a dia, as bicicletas reclinadas ainda são uma rara aparição nas ruas, mas muitos as consideram ideais para um transporte sustentável.
bicicleta Eiviestretto, na qual o ciclista Francesco Russo bateu o recorde mundial de velocidade na pista de corrida Lausitz-Oval (Alemanha), é quase um foguete sobre rodas. Depois da largada, o bernense de 33 anos conseguiu alcançar, durante sua tentativa de 60 minutos, velocidades de quase 100 quilômetros por hora. A força-motriz era simples: músculos.
O corpo aerodinâmico é totalmente adaptado ao piloto. É como se fosse uma segunda pele feita de carbono, tão próxima fica ela do seu corpo magro e bem treinado. Por isso Russo encurtou os pedais e até mesmo chegou a modificar seus sapatos de ciclismo.
O segredo está na posição: Russo fica deitado de costas com a cabeça para frente, o que lhe permite ver a pista apenas através de um espelho. Assim pode se considerar a Eiviestretto como uma interpretação extrema de um voo rasante, como se vê nesse tipo especial de bicicletas reclinadas.
Quase 100 km/h
O elaborado conceito surgiu de um estudo de aerodinâmica, fator fundamental para alcançar elevadas velocidades. Para elevá-las de forma linear é necessário aumentar ao quadrado a força aplicada aos pedais.
– O fato de termos batido um recorde já na primeira tentativa mostra que ainda há potencial –explica Russo.
Ele considera possível um aumento de três quilômetros/hora. Assim seria batida a marca dos 95km/h e, portanto, pouco abaixo dos 100km/h. A técnica interna e a aerodinâmica da bicicleta foram colocadas à prova por Russo, em todos os sentidos. A prova disso é que a Eiviestrettoainda rodou seis quilômetros adicionais, a partir do momento que a velocidade máxima foi alcançada, sem que Russo precisasse pisar nos pedais.  Ele vê também potencial no próprio condutor.
– Posso me preparar de forma específica – explica.
Sua carga anual de treino em bicicletas normais de corrida é distinta. “A metade de quilômetros percorridos pelos corredores profissionais”. Estes chegam a fazer até mais de 40 mil quilômetros por ano.
Para Russo e sua equipe, a Eiviestretto é um laboratório rodante, cujo objetivo é alcançar os limites da velocidade em cima de duas rodas e elevar constantemente os recordes.
Rápida como um carro
Para o recordista mundial, o conceito da bicicleta reclinada como as que são utilizadas no cotidiano, ou seja, sem carcaça especial e uma posição deitada mais confortável, assim como equipamentos de alta tecnologia, tem potencial.
– Na Alemanha ou na Holanda, onde existem muitos lugares planos, as bicicletas reclinadas podem chegar até aos 30km/h – explica Russo.
Pete Mijnssen é redator-chefe do Jornal do Ciclista e também proprietário de uma bicicleta reclinada. A publicação é o órgão oficial da Associação Pró-Bicicleta, cujo objetivo é lutar politicamente por mais espaço e segurança para o transporte em bicicletas.
– De fato, nesses países as bicicletas ou os triciclos reclinados são comuns nas ruas. Porém na Suíça elas são utilizadas por uma minoria. Dirigi-las é, no início, uma questão de se acostumar. Mas quando isso ocorre, as bicicletas reclinadas demonstram ser bem rápidas – afirma
Em um trânsito misto, como é comum na maioria das cidades suíças, o espaço nas ruas precisa ser compartilhado, especialmente com o bem desenvolvido sistema de transporte público.
– Por isso a bicicleta inclinada acaba se tornando um obstáculo no trânsito – analisa Mijnssen.
Vantagens relativas
bicicleta
As bicicletas reclináveis apresentam desvantagens no trânsito
Outra razão de impedimento é a posição do condutor da bicicleta reclinada: ele acaba ficando quase na altura dos canos de escapamento dos veículos e respira os gases expelidos. Francesco Russo indica outro problema para as bicicletas reclinadas:
– Devido ao seu peso mais elevado, mais de vinte quilos, a aceleração com elas é muito mais cansativa. E também frear é mais complicado, sobretudo devido à maior velocidade.
– O peso adicional traz a desvantagem de velocidade para as bicicletas reclinadas quando o condutor está subindo uma inclinação, como nas montanhas – esclarece o especialista Manfred Nüscheler. Esse é um argumento de “peso” para um país montanhoso como a Suíça.
Nüscheler também não considera que o impulso sobre uma bicicleta reclinável seja melhor do que nas bicicletas comuns. Medições comparativas da revista alemã especializada Tour (ciclismo esportivo) mostraram que isso não está provado. Detentor de diversos recordes no esporte, Nüscheler se tornou autodidata e especialista na área de transmissão ideal de força na bicicleta.
Ele também cita alguns riscos de segurança para a bicicleta reclinável.
– No caso de ventos fortes e tempo ruim não é possível utilizá-la. Essas bicicletas são difíceis de ver no trânsito. Já houve até acidentes graves – afirma.
Motor elétrico
O motor elétrico para bicicletas provocou um grande boom no setor.
– Elas deram um grande incentivo – constata Mijnssen, para quem esse tipo de auxílio com ajuda da tomada traz cada vez mais pessoas – aposentados, turistas ou trabalhadores – traz novas possibilidades para a mobilidade familiar e incentiva o renascimento de tipos desaparecidos de bicicletas como as de transporte.
– O motor elétrico ajuda na subida de um morro, enquanto que no plano o condutor pode desligá-lo – lembra Francesco Rossi. Já para ele as bicicletas reclináveis que funcionam só com o músculo podem alcançar velocidades entre 70 e 80 quilômetros por hora podem ter problemas na hora do licenciamento.
– Já graças aos motores elétricos, as bicicletas reclináveis poderiam se tornar interessantes na Suíça – considera Mijnssen.
Ele vê potencial em modelos de moda como o Klimax, de um fabricante alemão:
– O triciclo não apenas é de multiuso, graças a sua capa protetora desmontável, mas também possui uma aparência de ficção científica.
Ele gostaria de ver o corredor Francesco Russo dirigindo um desses veículos, mesmo se o recordista não tiver nenhuma chance de superar as suas marcas.

sábado, 1 de outubro de 2011

Mais dois frigoríficos acreanos aderem ao Carne Legal

1 de outubro de 2011 - 9:08:26

Os frigoríficos Estevam, com sede em Rio Branco, e o Frigoverde, que abate animais em Xapuri, no interior do Acre, assinaram esta semana termo de acordo judicial aderindo ao programa Carne Legal, assumindo compromissos que visam coibir o comércio de carne bovina oriunda de fazendas proibidas de comercializar produtos por terem sofrido embargos por ilícitos ambientais ou constarem da lista do trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego. 

O acordo foi assinado no âmbito da ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Federal no Acre (MPF/AC), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do Acre (MP/AC). O objetivo da ação é forçar as empresas abatedoras de gado bovino e processadoras de carne a se adequarem à legislação ambiental e trabalhista, diminuindo a devastação da floresta e o número de ocorrências de casos de trabalho escravo em fazendas de pecuária bovina.
Os termos do acordo são os mesmos que já foram celebrados com outros frigoríficos e, neste caso também haverá revisão anual das cláusulas. Dente os principais itens, a exigência de que as empresas só poderão comprar carne de quem apresentar o cadastro ambiental rural ou a licença ambiental para o uso econômico da propriedade rural, sendo que a partir de setembro de 2012, os frigoríficos poderão comprar carne apenas de quem já tiver ambos os documentos, cadastro ambiental rural e licenciamento ambiental.
Assinaram o acordo o procurador da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, o procurador do Trabalho Tiago Ranieri de Oliveira, a procuradora de Justiça Patrícia do Amorim Rêgo e a promotora de Justiça Meri Cristina Amaral Gonçalves.
Com informações da Assessoria MPF(AC) e Edmilson Alves, de RioBranco-Ac

Paulinho é pré-candidato à prefeitura de São Paulo

Por ANDRÉ MAGNABOSCO, estadao.com.br, Atualizado: 1/10/2011 12:42



O PDT decidiu hoje, em Convenção Estadual realizada na capital paulista, a indicação do deputado Federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, como pré-candidato do partido à prefeitura de São Paulo. Sentado ao lado do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, Paulinho teve seu nome gritado pelo público presente na Convenção. No evento, além de Kassab e lideranças do PDT, estavam presentes também o presidente estadual do PT, Edinho Silva, e o ministro do Trabalho Carlos Lupi, do PDT.
Durante discurso, Kassab defendeu a indicação do atual presidente da Força Sindical ao cargo. 'Terei orgulho e satisfação se puder passar o bastão de prefeito para o Paulinho', disse, para em seguida afirmar que o sindicalista está preparado para ser prefeito da capital.
Após participar da Convenção, entretanto, Kassab disse que ainda não definiu o apoio a um candidato. 'O PDT é um partido aliado no governo (municipal) e acho correto e legítimo o PDT ter um candidato', disse a jornalistas. 'Porém, existem as alianças, e no momento certo elas serão examinadas', complementou o político, lembrando os diversos partidos que compõem a base aliada do governo municipal.
Kassab destacou que essas alianças podem ocorrer no primeiro ou no segundo turno e que é natural que os partidos optem por indicar candidatos próprios. O mesmo poderá ser feito pelo PSD, o partido recém-criado pelo prefeito paulistano. Essa possibilidade, entretanto, deve ser descartada caso José Serra, do PSDB, resolva se candidatar. 'Se ele for candidato, terá meu apoio', destacou.
O prefeito também pontuou outros nomes para os quais daria seu apoio. É o caso do senador Aloysio Nunes, do PSDB; do vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, que ingressou no PSD; do Secretário Municipal do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Eduardo Jorge; e do secretário municipal de Planejamento, Francisco Vidal Luna. Todos eles, segundo Kassab, resistem à ideia de se candidatarem.
Questionado sobre a possibilidade de Aloysio Nunes deixar o PSDB e ingressar no PSD, Kassab afirmou que teria orgulho em tê-lo no partido, mas afastou a possibilidade. 'Já vi declarações de que ele ficará no PSDB', ressaltou.