terça-feira, 8 de novembro de 2011

Ministério do Trabalho abre sindicância para investigar denúncia de revista


O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, instaurou sindicância para apurar as denúncias veiculadas na edição desta semana da revista Veja de que assessores da Pasta teriam exigido propina de ONGs conveniadas para liberar repasses de verbas.
Em portaria publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União, Lupi designou para comporem a comissão de sindicância os seguintes servidores: Fernando Antônio de Araújo Lima Júnior, Márcio Vinícius Dias Freitas e Luiz Antonio Penha.
A comissão tem prazo de 30 dias para a conclusão dos trabalhos.
Carlos Lupi designou uma comissão para concluir trabalhos de apuração de denúncias em até 30 dias
Carlos Lupi designou uma comissão para concluir trabalhos de apuração de denúncias em até 30 dias
Além disso, o ministro afastou, cautelarmente, pelo prazo de apuração, o servidor Anderson Alexandre dos Santos.
Ontem, a Comissão de Ética da Presidência abriu um procedimento em que pede esclarecimentos ao ministro Carlos Lupi. Ao final da investigação, Lupi poderá ser punido com uma “censura ética” ou até mesmo ter sua demissão recomendada pela comissão.
O ministro já ressaltou que seu cargo está à disposição da presidente Dilma Rousseff, mas que é "osso duro de roer" e vai cobrar apuração das denúncias envolvendo a pasta.

Inadimplência cresce pelo 9º mês seguido em outubro, dizem lojistas


No mês passado, segundo CNDL, a inadimplência avançou 4,78%.

'Cenário inflacionário persistente ainda exerce pressão negativa', diz CNDL.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília

A taxa de inadimplência subiu 4,78% em outubro deste ano na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou nesta terça-feira (8) a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em conjunto com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
Trata-se da nona elevação consecutiva contra o mesmo mês do ano anterior - comparação que é considerada mais apropriada pela CNDL. Contra setembro deste ano, a taxa avançou 5,9%. Já no acumulado dos dez primeiros meses deste ano, houve aumento de 5,21% na inadimplência.
Razões para o aumento
Segundo a CNDL, o aumento da inadimplência em outubro é um indicativo de que o "cenário inflacionário persistente" ainda exerce "pressão negativa" sobre o poder de compra do consumidor e sobre o nível de endividamento das famílias.
O crescimento da inadimplência neste ano, ainda segundo avaliação da Confederação de Dirigentes Lojistas, também está relacionada com as medidas de "aperto monetário" (aumento da taxa de juros) adotadas nos primeiros meses de 2011.
Entre janeiro e julho deste ano, o aumento dos juros foi de 1,75 ponto percentual, visto que a taxa estava em 10,75% ao ano no fim de 2010 e passou para 12,50% ao ano em julho - começando a recuar somente no fim de agosto.
Consultas
A CNDL e a SPC Brasil informaram ainda que o número de consultas para compras a prazo e para pagamentos com cheques (indicador relacionado com o volume de vendas) subiu 5,1% em outubro deste ano, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Contra setembro deste ano, houve elevação de 1,86% e, no acumulado do ano, foi registrada uma expansão de 5,4%.
De acordo com os lojistas, a combinação de um cenário externo negativo, e a desaceleração do ritmo de crescimento da economia, ainda não impactaram de forma negativa o desempenho do comércio, que tem apresentado "resultados positivos".
Cancelamentos de registros
Os dados da CNDL/SPC Brasil mostram ainda que houve um aumento de 4% no cancelamento dos registros (de inadimplência) contra outubro do ano passado. Na comparação com setembro deste ano, o cancelamento de registros subiu 0,52% e, na parcial dos dez primeiros meses de 2011, cresceu 5,47%.
Metodologia
A CNDL lembra que sua base de dados incorpora os grandes e pequenos varejistas, mas não inclui as operações com cartões de crédito. As transações com cartões de crédito absorvem cerca de 20% do volume total de operações, segundo estimativas da entidade. Os dados da CNDL envolvem, porém, a consulta em mais de 150 milhões cadastros de pessoa física (CPF) de consumidores em 800 mil pontos de vendas credenciados.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

CAE aprova projeto que inclui geração de emprego entre objetivos do Banco Central


O Banco Central (BC) pode passar a ter, entre suas funções previstas em lei, a de garantir a geração de empregos na economia. Esse é um dos principais pontos de um projeto de lei do senador Lindbergh Farias (PT-RJ), aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado nessa terça-feira (1º).
O texto estabelece que “compete ao Banco Central do Brasil perseguir a estabilidade do poder de compra da moeda, garantir que o sistema financeiro seja sólido e eficiente, estimular o crescimento econômico e a criação de empregos”, além de cumprir e fazer cumprir as disposições do Conselho Monetário Nacional (CMN).
A mudança significa ampliar as atribuições do banco, que atualmente se dedica primordialmente a garantir o controle da inflação e a estabilidade do real. “Quando o projeto inclui isso [garantir a geração de empregos] como um dos objetivos a serem perseguidos pela Autoridade Monetária, em nome da União, fica estabelecido o balanceamento entre a busca pela estabilidade da moeda e pelo crescimento econômico que um Estado fiscalmente equilibrado propicia”, disse a relatora da matéria, senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), ao dar parecer favorável ao texto.
O autor do projeto também defendeu o texto, alegando que a manutenção do crescimento econômico com geração de empregos é um critério que já vem sendo observado pelo Banco Central e pela política econômica do governo. “Se os senhores observarem as palavras da presidenta Dilma Rousseff, verão que, em todos os momentos, ela fala em compatibilizar a busca pela estabilidade monetária e o combate à inflação com o crescimento econômico. Nesse sentido também têm sido as declarações do presidente [do Banco Central, Alexandre] Tombini”, acrescentou.
A aprovação do texto na CAE foi apenas o primeiro passo. O projeto seguirá para o plenário do Senado. Se for aprovado, passará ainda pela Câmara dos Deputados e pode voltar à casa de origem se receber alterações.

Novo Código Florestal deve seguir para Plenário dia 22

Por Redação, com Agência Senado- de Brasília



O relatório do senador Jorge Viana (PT-AC) sobre o projeto de reforma do Código Florestal deve ser votado no próximo dia 22 na Comissão de Meio Ambiente (CMA), seguindo então para decisão final em Plenário. A previsão é do presidente da CMA, senador Rodrigo Rollemberg (PSD-DF), que marcou a data depois de entendimentos com Jorge Viana.
código florestal
O senador Jorge Viana (PT-AC) é autor do relatório sobre o projeto de reforma doCódigo Florestal, que deve ser votado no próximo dia 22 na Comissão de Meio Ambiente (CMA)
O projeto tramita neste momento nas comissões de Ciência e Tecnologia (CCT) e de Agricultura (CRA), onde é relatado pelo senador Luiz Henrique (PMDB-SC). A votação do relatório do senador catarinense está marcada para a próxima terça-feira, quando então a matéria seguirá para a CMA, última comissão antes do Plenário.
Conforme Rollemberg, Jorge Viana apresentará seu voto na CMA no dia 16, quando deve ser concedida vista coletiva e marcada a votação do texto para a semana seguinte, no dia 22. Assim como ocorreu nas comissões de Ciência e Tecnologia e de Agricultura, também na CMA deverá ser feito acordo para que, após a leitura do relatório, emendas ao texto sejam feitas por destaque, o que regimentalmente evita novo pedido de vista.
Ajustes
Rollemberg acredita que os entendimentos em torno do novo código estão praticamente concluídos, havendo espaço para poucas mudanças. Ele vê a possibilidade de alterações nas regras para as cidades e a inclusão de capítulo específico de proteção da agricultura familiar. O senador também aponta outros possíveis ajustes, como a inclusão de norma para a recuperação de Área de Preservação Permanente (APP) em rios acima de dez metros de largura.
O relatório de Luiz Henrique já prevê que, para rios com até essa largura, seja obrigatória a recomposição de apenas 15 metros de mata ciliar, e não 30 metros, que é a norma para APPs ripárias em rios com até dez metros de largura. Mas o texto é omisso quanto às regras de recomposição de matas nas margens de rios mais largos.
Audiências
Para subsidiar os senadores da CMA na votação da matéria, a comissão realizará três audiências públicas na próxima semana. Na quarta-feira, serão discutidas questões relativas às cidades; na quinta-feira, os senadores ouvem representantes dos comitês de bacias; e na sexta-feira, discutem a proteção das florestas.
Também visando ampliar o conhecimento sobre o assunto, será realizada uma visita ao Mato Grosso, quando os parlamentares conhecerão locais onde foram realizadas experiências bem sucedidas de recuperação de áreas de preservação.
Após a votação em Plenário, o projeto voltará para a Câmara dos Deputados, para exame das mudanças feitas pelos senadores. Os relatores Luiz Henrique e Jorge Viana trabalham para que as alterações contidas em seus votos sejam negociadas também na Câmara, para evitar a rejeição do texto. No mesmo sentido, o governo tem participado dos entendimentos, para que a Presidência da República não venha a vetar partes do projeto.
Por conta desses entendimentos, por exemplo, Luiz Henrique não acatou emendas para incluir na nova lei florestal incentivos econômicos para recuperação e manutenção de áreas florestadas. Como as fontes para o pagamento por serviços ambientais devem incluir recursos orçamentários, o governo quer tratar a questão em lei específica, a ser enviada ao Congresso.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Indústria brasileira tem pior resultado desde abril


A produção da indústria brasileira teve em setembro uma performance abaixo da esperada, a pior desde abril na comparação anual, com queda na maioria dos setores.

A atividade recuou 2 por cento em setembro ante agosto e contraiu 1,6 por cento sobre igual mês de 2010, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira.
Analistas consultados pela Reuters projetavam queda mês a mês de 1,3 por cento –com faixa de previsões de recuo de 0,20 a 1,70 por cento– e recuo anual de 1 por cento –com respostas entre baixa de 1,50 por cento a alta de 1,50 por cento.
O dado de agosto sobre julho foi revisto de declínio preliminar de 0,2 por cento a 0,1 por cento.
Em setembro sobre agosto, a queda foi generalizada, segundo o IBGE, atingindo 16 dos 27 setores pesquisados, com destaque para Veículos automotores (-11 por cento), que foi impactado em grande parte por férias coletivas.
Outras quedas importantes foram de Produtos do fumo (-30,6 por cento), Material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-13,6 por cento) e Máquinas e equipamentos (-4,1 por cento).
Entre as categorias de uso, houve queda da atividade em bens de consumo duráveis (-9 por cento), bens de capital (-5,5 por cento) e bens de consumo semi e não duráveis (-1,3 por cento). A de bens intermediários ficou estável.
Na comparação anual, 14 dos 27 setores tiveram recuo da produção, sendo as maiores influências negativas sobre o índice geral as quedas de Veículos automotores (-6,4 por cento), Farmacêutica (-14,8 por cento) e Têxtil (-16,7 por cento).
Nas categorias de uso, a maior redução foi de bens de consumo duráveis, de 9,5 por cento, puxada pela produção de automóveis.
Houve queda também em bens de consumo semi e não duráveis (-2,3 por cento). Já os segmentos de bens intermediários e de bens de capital tiveram variação positiva, de, respectivamente, 0,3 e 0,2 por cento.
No ano até setembro, a produção industrial acumulou alta de 1,1 por cento e nos últimos 12 meses, de 1,6 por cento.

Como lidar com os anjos e os demônios interiores



O ser humano constitui uma unidade complexa: é simultaneamente homem-corpo, homem-psiqué e homem-espírito. Detenhamo-nos no homem-psiqué, vale dizer, no seu mundo interior, urdido de emoções e paixões, luzes e sombras, sonhos e utopias. Como há um universo exterior, feito de ordens-desordens-novas ordens, de devastações medonhas e de emergências promissoras, assim há também um mundo interior, habitado por anjos e os demônios. Eles revelam tendências que podem levar à loucura e à morte e energias de generosidade e de amor que nos podem trazer autorealização e felicidade.
Como observava o grande conhecedor dos meandros da psiqué humana C. G. Jung: a viagem rumo ao próprio Centro, devido a estas contradições, pode ser mais perigosa e longa do que a viagem à Lua e às estrelas.anjos e os demônios
Há uma questão nunca resolvida satisfatoriamente entre os pensadores da condição humana: qual é a estrutura de base de nossa interioridade, de nosso ser psíquico? Muitas são as escolas de intérpretes.
Resumindo, sustentamos a tese de que a razão não comparece como a realidade primeira. Antes dela há todo um universo de paixões e emoções que agitam o ser humano. Acima dela há inteligência pela qual intuímos a totalidade, nossa abertura ao infinito e o êxtase da contemplação do Ser. As razões começam com a razão. A razão mesma é sem razão. Ela simplesmente está aí, indecifrável.
Mas ela remete a dimensões mais primitivas de nossa realidade humana das quais se alimenta e que a perpassam em todas as suas expressões. A razão pura kantiana é uma ilusão. A razão sempre vem impregnada de emoção e de paixão, fato aceito pela moderna epistemologia. A cosmologia contemporânea inclui na idéia do universo não apenas energias, galáxias e estrelas mas também a presença do espírito e da subjetividade.
Conhecer é sempre um entrar em comunhão interessada e afetiva com o objeto do conhecimento. Apoiado por uma plêiade de outros pensadores, tenho sempre sustentado que o estatuto de base do ser humano não reside no cogito cartesiano (no eu penso, logo sou), mas no sentido platônico-agostiniano (no sinto, logo existo), no sentimento profundo. Este nos põe em contacto vivo com as coisas, percebendo-nos parte de um todo maior, sempre afetando e sendo afetados. Mais que idéias e visões de mundo, são paixões, sentimentos fortes, experiências seminais, o amor e também seus contrários, as rejeições e os ódios avassaladores que nos movem e nos põem marcha.
A razão sensível lança suas raízes no surgimento da vida, há 3,8 bilhões de anos, quando as primeiras bactérias irromperam e começaram a dialogar quimicante com o meio para poder sobreviver. Esse processo se aprofundou a partir do momento em que surgiu o cérebro límbico, dos mamíferos, há mais de 125 milhões de anos, cérebro portador de cuidado, enternecimento, carinho e amor pela cria. É a razão emocional que alcançou o patamar autoconsciente e inteligente com os seres humanos, pois somos também mamíferos.
O pensamento ocidental é logocêntrico e antropocêntrico e sempre colocou sob suspeita a emoção por medo de prejudicar a objetividade da razão. Em alguns setores da cultura, criou-se uma espécie de lobotomia, quer dizer, uma grande insensibilidade face ao sofrimento humano e aos padecimentos pelos quais tem passado a natureza e o planeta Terra.
Nos dias atuais, nos damos conta da urgência de, junto com a razão intelectual irrenunciável, importa incluir fortemente a razão sensível e cordial. Se não voltarmos a sentir com afeto e amor a Terra como nossa Mãe e nós, como a parte consciente e inteligente dela, dificilmente nos moveremos para salvar a vida, sanar feridas e impedir catástrofes.
Um dos méritos inegáveis da tradição psicanalítica, a partir do mestre-fundador Sigmund Freud, foi o de ter estabelecido cientificamente a passionalidade como a base, em grau zero, da existência humana. O psicanalista trabalha não a partir do que o paciente pensa mas a partir de suas reações afetivas, de seus anjos e demônios, buscando estabelecer certo equilíbrio e uma serenidade interior sustentável.
A questão toda é como nos assenhorear criativamente de nossa passionalidade de natureza vulcânica. Freud se centra na integração da libido, Jung na busca da individuação, Adler no controle da vontade de poder, Carl Rogers no desenvolvimento da personalidade, Abraham Maslow no esforço de autorrealização das potencialidades latentes. Outros nomes poderiam ser citados como Lacan, Reich, Pavlov, Skinner, a psicologia transpessoal e a cognitiva comportamental e outros.
O que nos é permitido afirmar é que, independentemente, das várias escolas psicanalíticas e filosóficas, o homem-psiqué se vê obrigado a integrar criativamente seu universo interior sempre em movimento, com tendências dia-bólicas e sim-bólicas, destrutivas e construtivas. Por acertos e erros vamos, processualmente, descobrindo nosso caminho.
Ninguém nos poderá substituir. Somos condenados a ser mestres e discípulos de nós mesmos.
Leonardo Boff é teólogo, filósofo e escritor.

Sete bilhões de chances para sobrevivermos

 Nicole Prestes com agências internacionais - de São Paulo



Antigos astrônomos da América Central, os Maias, profetizaram em 3.113 a.C.  que 5.125 anos no futuro, exatamente no ano de 2012 d.C o sol receberia um intenso raio sincronizado vindo do centro da galáxia, mudando sua polaridade e produzindo uma enorme radiação.
População Mundial
A profecia Maia, passa por sete estágios, o primeiro deles orientávamos que teríamos apenas 13 anos para realizar mudanças e ações conscientes para desviar do caminho da destruição, de 1999 a 2012. Coincidentemente ou não, nesses 13 anos a população mundial chegou a sete bilhões. Historicamente falando, a população na Terra cresceu incondicionalmente em pouco tempo e sem as ações preservativas. Pode não ser na data prevista pelos Maias, mas se o processo de civilização e vivência não se transformar rapidamente, o impacto será muito em breve.
Nossa aldeia global, é atualmente, um mundo de medo, consumo e materialismo exacerbado.  As crises só aumentam, são crises econômicas, políticas e ambientais, e no emaranhado de conflitos, a solução parece cada vez mais utópica.
Estamos vivenciando o quarto regime de mudança no sistema financeiro global, estimulado pela perda total de confiança no modelo anglo-americano das transações orientadas do capitalismo e da economia que o legitima. Com a citação de Albert Einstein, “Não podemos resolver problemas usando o mesmo tipo de pensamento que usamos quando os criamos.”, as esquerdas comprovam a previsão na tese de Marx, que de o capitalismo é inviável e destrutivo.
Já as direitas, reafirmam o ideal neoliberalista de que as oportunidades podem ser alcançadas por todos e acreditam no crescimento econômico de países emergentes para recuperar o sistema de capital. Criam uma ilusão de igualdade, como se a crise fosse a oportunidade de crescimento esperado pelos que, até então, viviam as margens das nações imperialistas.
A era da tecnologia, o ápice do desenvolvimento tecnológico, ainda se apresenta de forma desigual e injusta. Essa concentração populacional é historicamente inigualável na questão do poder econômico, consequentemente da exploração devastadora de recursos humanos e naturais. Segundo dados publicados pela ONU este ano, 20% da população mundial consomem 80% dos recursos naturais disponíveis na Terra. Se os 80% da demografia excedente fossem “retirados” do mundo a estrutura do ecossistema seria aniquilada pelo consumo e desperdício excessivo do sistema capitalista. Além disso, a ONU divulgou esse ano também, os dados: cerca de 1,1 bilhão de pessoas sobrevivem com menos de US$1 por dia, 2,8 bilhões subsistem com menos de US$2 por dia e 1 bilhão de crianças no mundo são vítimas da pobreza e insegurança alimentar.
Os colapsos climáticos e escassez de recursos naturais são drásticos, por exemplo, o inevitável término do petróleo pelo esgotamento gradual do recurso. A consequência será a apropriação de outros recursos e alternativas, mas dificilmente sem conflitos, possivelmente até uma guerra. Aliás, esse será mais um, dentre todos os problemas presentes no Oriente Médio, que vive crise políticas e ideológicas há anos. Nos mais recentes, as manifestações pela queda de regimes ditatoriais geraram intervenção de vários países, inclusive, mais uma vez, os EUA, que supostamente auxiliam em conflitos armados, só que sempre visando o interesse de seu país sobre o auxiliado.
É óbvio que com situações desesperadoras os indignados se manifestem. O movimento chamado “Ocupa Wall Street”, um acampamento de insatisfeitos com as providências do governo norte-americano com a crise começou em Wall Street e já conquistou vários adeptos em cidades do mundo. O Oriente Médio está tomando por manifestações pedindo por democracia e paz. O movimento contra corrupção no Brasil cresce cada vez mais em seus protestos. No Chile, estudantes enchem as ruas exigindo educação gratuita e de qualidade.
Essas manifestações sociais são cruciais para mudar nossa visão de mundo, reeducar uma cultura, enfatizando a necessidade de cooperação social, que respeita a sustentabilidade ecológica, que evite consumismo e desperdício exagerado, assim como usar corretamente as tecnológicas criadas e que essas sejam voltadas a busca de uma consciência igualitária.
As mudanças, só serão vistas como imediatas pelos governantes e classes dominantes, quando o povo se conscientizar de seu direito de exigência. Mas, principalmente para que os sete bilhões de pessoas tornem o ilusório em realidade. Se os Maias estiverem corretos, temos exatamente um ano para isso e mesmo que não estejam o tempo é curto.
Nicole Prestes é estudante de Jornalismo, no 4º semestre da Universidade Paulista