sábado, 3 de março de 2012

Rio Branco já tem pré-candidaturas definidas para as eleições de 2012

Petecão pede e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ajuda atingidos pela cheia do rio Acre

3 de março de 2012 - 7:36:35
Luciano Tavares,
da redação de ac24horas
lucianotavares.acre@gmail.com
O prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) atendeu ao pedido de seu colega de partido, o senador Sérgio Petecão e começou na capital paulista uma campanha pedindo alimentos e material de limpeza para os atingidos pela enchente do Rio Acre.
Além desses donativos, Kassab deve pedir ajuda do empresariado de São Paulo para depósito em dinheiro na conta SOS Enchente do Rio Acre, dos bancos do Brasil e Caixa Econômica.
“O Kassab me ligou agora à tarde [sexta] e deve manter contato com o prefeito Raimundo Angelim. Com certeza é uma ajuda importante vinda dos paulistanos. A Defesa Civil de São Paulo, aliás, já entrou em contato com a Defesa Civil daqui”, disse Petecão.
Os depósitos na campanha SOS Enchente do Rio Acre podem ser feitas pelo:
Banco do BrasilAgência 0071-X
Conta 100.000-4
Caixa Econômica FederalAgência: 3320 – Estação Experimental
Operação: 006
Conta: 71-7
CGC: 63.608.947/0002-80

Avenida Paulista tem novo protesto após morte de ciclista


Em junho do ano passado, outra bicicleta "fantasma" foi colocada na avenida Sumaré, na zona oeste da capital paulista, em protesto pela morte do empresário Antonio Bertolucci, 68 anos

Um dia após a bióloga Juliana Dias, 33 anos, morrer atropelada por um ônibus enquanto conduzia uma bicicleta, a avenida Paulista, onde ocorreu o acidente, foi palco de um novo protesto. Na manhã deste sábado, em frente à "ghost bike" (bicicleta fantasma) instalada para lembrar a tragédia, um casal segurou um cartaz com os dizeres "Respeito à Vida", ocupando uma faixa da via no sentido Consolação, no cruzamento com a rua Pamplona, onde ocorreu o incidente.
Juliana foi atingida por um ônibus no trajeto que fazia para o trabalho - o Hospital Sírio-Libanês -, e morreu no local. Ontem, centenas de ciclistas fizeram uma manifestação na mesma avenida e plantaram duas árvores cerejeiras em homenagem à bióloga, na praça do ciclista, palco de outros protestos como este. Neste sábado, muitas pessoas que passaram pelo local deixaram flores e cartazes em homenagem à ciclista.
"Não pude ir ao enterro dela, então, isso é uma forma de homenageá-la. É um protesto por mais respeito, os carros estão sendo usados como armas hoje. Três pessoas morreram ontem, isso não pode continuar", disse a cicloativista que se identificou apenas como Renata, ciclista há três anos, e que perdeu uma irmã de 13 anos vítima de atropelamento.
O motorista que atropelou Juliana não deve responder pelo acidente porque, para a Polícia Civil, o condutor de outro ônibus teve a culpa, pois teria "fechado" a ciclista, que se desequilibrou e caiu, sendo atingida pelo veículo que vinha atrás. O motorista que "fechou" a vítima foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção), mas pagou fiança e deixou a delegacia ontem. O corpo de Juliana foi enterrado na manhã deste sábado em São José dos Campos, onde a família dela vive.
Em 2009, quando a cicloativista Márcia Regina de Andrade Prado, 40 anos, morreu após ser atingida por um ônibus, também na avenida Paulista, manifestantes também instalaram uma bicicleta branca, "ghost bike", para chamar a atenção para o número de vítimas de atropelamento.
Em junho do ano passado, outra bicicleta "fantasma" foi colocada na avenida Sumaré, na zona oeste da capital paulista, em protesto pela morte do empresário Antonio Bertolucci, 68 anos, presidente do Conselho de Administração do Grupo Lorenzetti, empresa fabricante de chuveiros, que morreu após ser atropelado por um ônibus de turismo - ele também estava de bicicleta.
Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes lamentou a morte da bióloga, e disse que tem investido em "programas para tornar o trânsito mais seguro para bicicletas nas vias da capital". De acordo com o órgão, estão em andamento projetos para a implantação de mais 55 km de novas ciclovias na cidade.

Unip é acusada de selecionar só os melhores para o Enade

Agência Estado

Após receber uma denúncia, o Ministério da Educação enviou ofício anteontem à Universidade Paulista (Unip) cobrando, no prazo de dez dias, explicações sobre indícios de irregularidades nas notas do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), carro-chefe de uma agressiva campanha de marketing veiculada pela instituição.

Quarta maior universidade do País, com 200 mil alunos, a Unip é acusada de selecionar apenas os melhores alunos para fazer o Enade: quanto menor o número de inscritos no exame, melhor é o desempenho da instituição. Com isso, pode colocar em xeque todo o sistema de avaliação do ensino superior.

Segundo relatório enviado ao presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, Luiz Cláudio Costa, e repassado ao ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a universidade "esconde" seus alunos com notas mais baixas. Três professores e um ex-funcionário da Unip confirmaram que há uma orientação nesse sentido.

Estudantes de desempenho médio para baixo ficam com notas em aberto na época da inscrição para o Enade. Em 2010, estavam aptos a fazer o exame alunos do último ano que tivessem completado ao menos 80% da carga horária do curso até 2 de agosto. Com as notas em aberto, os piores não completam a carga horária e só os melhores fazem o exame. No curso de Odontologia de Campinas, por exemplo, só cinco prestaram o Enade 2010. Tiveram nota média de 4,79 - a máxima é 5. O curso passou a ser considerado o melhor do Brasil, superando universidades estaduais e federais.

Após o período de inscrição para o Enade, os alunos de médio ou baixo desempenho recebem a nota que faltava. Segundo os professores ouvidos, isso geralmente ocorre após a entrega de alguma tarefa individual. Depois, alunos que não prestaram o Enade (a maioria) se formam com os colegas que fizeram o exame. "Uma coisa é dar prêmio e pen drive para quem vai bem no Enade. Esconder o aluno e devolvê-lo à turma depois do exame é fraude", diz um ex-dirigente do MEC que pediu anonimato.

Procurada, a Unip afirmou, por meio de nota, que os resultados no Enade "decorrem das medidas que são continuamente tomadas pela universidade para qualificar cada vez mais os seus cursos". Entre elas, cita o investimento em infraestrutura e a capacitação de professores.

O relatório enviado a Mercadante, feito por um especialista do ensino superior, compara o número de alunos que entra na universidade (ingressantes) e o de inscritos no Enade. Isso mostra que a Unip caminha na contramão do País, no qual a taxa de participação no exame tem aumentado.

Em 2007, 13.358 estudantes entraram no 1.º ano em cursos superiores de Nutrição no País. Naquele ano, as faculdades e universidades inscreveram no Enade 6.631 alunos (49,6% dos ingressantes). Em sete unidades da Unip no Estado de São Paulo, essa relação era ainda mais alta, de 53,4%. Em 2010, mais alunos de Nutrição passaram a fazer o Enade no País, no qual a relação entre alunos do 1º e do último ano cresceu para 53,4%. Nas unidades paulistas da Unip foi o inverso: a taxa caiu para 10,8%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Novo piso: Mercadante apela para que professores e gestores busquem entendimento e evitem greve

Por Redação, com ABr - de Brasília



Educação
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reconheceu nesta quinta-feira que o reajuste de 22,2% no piso nacional do magistério é elevado e que algumas prefeituras terão dificuldade com as novas folhas de pagamento.
Ele fez um apelo a professores e gestores municipais para que busquem o entendimento e evitem paralisações.
– É preciso equilíbrio, responsabilidade. Os professores têm que ajudar para que isso seja absorvido e para que não haja retrocesso, ressaltou, ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência.
O novo piso foi anunciado na última segunda-feira e elevou o salário dos professores de R$ 1.187 para R$ 1.451. O valor estipulado para este ano acompanha o aumento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento daEducação Básica (Fundeb) de 2011 para 2012, conforme determina a legislação atual.
Alguns estados e municípios alegam dificuldade financeira para pagar o valor determinado. Governadores reuniram-se ontem (28) com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e pediram a aprovação de um projeto de lei que altere o critério de correção do piso, que passaria a ser feito com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação.
Mercadante lembrou que, em alguns estados, 57% da folha de pagamento são destinados a pagamento de aposentados. “Não é só um problema do piso, há problemas localizados”, avaliou.
Para o ministro, a qualidade da educação constitui o maior desafio histórico brasileiro e, sem incentivo financeiro, os bons profissionais não vão querer lecionar.
– Precisamos de uma solução que seja sustentável e progressiva. O que não podemos é congelar o piso, disse. “Para este ano, a lei é esta. Já divulgamos os parâmetros e a lei é para ser cumprida”, concluiu.

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Três das sete capitais pesquisadas têm inflação menor, mostra FGV

Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro


InflaçãoTrês das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV) tiveram redução na taxa de inflaçãomedida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S), entre as semanas de 22 e de 29 de fevereiro.
A maior queda foi registrada em Salvador, cuja taxa caiu 0,11 ponto percentual, ao passar de 0,36% na semana do dia 22 para 0,25% na de 29 de fevereiro.
Outras cidades que tiveram redução do IPC-S foram o Rio de Janeiro (de 0,37% para 0,27%) e São Paulo (de 0,05% para 0,01%).
Por outro lado, três capitais apresentaram aumento na taxa de inflação. Os locais onde os preços subiram com mais intensidade no período foram: Brasília (de 0,21% para 0,22%), Belo Horizonte (de 0,35 para 0,54%) e Porto Alegre (de 0,27% para 0,29%).
Recife manteve a taxa de 0,64%. A média nacional do IPC-S divulgada na quinta-feira diminuiu 0,03 ponto percentual e ficou em 0,24% na semana de 29 de fevereiro.

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quinta-feira, 1 de março de 2012

Mercado ignora extensão do IOF em empréstimos e dólar cai


BRASÍLIA  - O mercado ignorou a extensão do Impostosobre Operações Financeiras (IOF) de 6% para as operações externas de câmbio com liquidação em três anos, anunciada, nesta quinta-feira (1º), pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O dólar caiu 0,46% no pregão desta quinta-feira e devolveu parte da valorização de 1,25% obtida na véspera, de acordo com o analista Eduardo Matsura, da Corretora Souza Barros.

Ele disse à "Agência Brasil" que os analistas em geral aguardavam “medidas mais incisivas” de combate à desvalorização do dólar. Expectativa que levou a moeda norte-americana a esboçar reação no último pregão de fevereiro, depois de seguidas quedas. Como o alcance da medida anunciada é praticamente inócuo, segundo ele, “o mercado reagiu com uma certa apatia, não houve reação nenhuma”, e o dólar caiu mais um pouco, fechando em R$ 1,712 para venda.

Especialista em mercado financeiro, o economista Victor José Hohl, do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, ressaltou que “a medida é fraca e ajuda pouco”. Na concepção dele, é provável que o Ministério da Fazenda tenha ampliado a cobrança do IOF nas operações de três anos para sentir o possível resultado da medida e adotar outros remédios mais à frente, como a gradativa redução da taxa básica de juros (Selic).

Victor Hohl destaca, porém, que a situação é complicada. Se o Comitê de Política Monetária (Copom) baixar a Selic bruscamente, vai provoca inflação. Por outro lado, acrescentou, há excesso de liquidez no mercado mundial, provocado pelas emissões de dólares nos Estados Unidos e de euros na Europa para salvar os bancos deles.

O economista explicou que esse dinheiro procura aplicações rentáveis pelo mundo, e o Brasil é o país que paga melhor taxa de juros. Daí a enxurrada de dólares especulativos no país. Hohl alerta que não adianta o Banco Central comprar moeda norte-americana para "enxugar o mercado" porque as compras têm um custo de carregamento excessivamente alto para o país, com a emissão de títulos que aumenta mais ainda a dívida pública.


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