sexta-feira, 4 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Gurgel vai a sessão secreta e Serra aparece como suspeito na CPMI do Cachoeira
Procurador-geral da República, Roberto Gurgel acerta os últimos detalhes de sua presença no Congresso com o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, senador Vital do Rego (PMDB-PB) e o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG). Gurgel foi convidado a depor em uma sessão secreta da comissão. O mesmo expediente será usado para ouvir delegados da Polícia Federal (PF), que têm dados sigilosos sobre as operações Monte Carlo e Las Vegas, ambas em que estão envolvidos o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o senador Demóstenes Torres (ex-DEM), governadores, empresários, parlamentares e agora o candidato tucano a prefeitura de São Paulo, José Serra. Este último teria contribuído para o faturamento da Delta Construções, em obras durante sua gestão, de perto de R$ 1 bilhão.
O comando da CPMI também enviou ofício ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para que libere os delegados da operação a dar explicações aos congressistas sobre o caso. Vital disse que a sessão secreta está prevista no regimento e que é até uma forma de preservar os investigadores. Ele disse que se não tiver entendimento sobre o convite para Gurgel e delegados, eles poderão ser convocados pela CPMI, quando tem a obrigação de comparecer.
Ainda durante as investigações da PF, em uma escuta telefônica autorizada pela Justiça, o senador Demóstenes Torres chamou o procurador-geral, Roberto Gurgel, de “sem vergonha”. O fato ocorreu durante o escândalo do caso Palocci, em 2011. Áudios vazados para a imprensa, na época, mostram que, em conversa com o contraventor Carlinhos Cachoeira, o parlamentar afirmou que tinha de “bater” em Gurgel para ele não se animar a investigá-lo.
Segundo a Polícia Federal, a interceptação foi feita na manhã seguinte a um pronunciamento no Senado em que Demóstenes criticava a atuação do procurador-geral, que arquivou a investigação contra o ex-ministro da Casa Civil do governo Dilma Rousseff, Antonio Palocci, por enriquecimento ilícito a partir de consultorias supostamente prestadas por sua empresa, a Projeto. A representação foi feita pelos partidos de oposição. Na ocasião, o senador foi um dos maiores críticos à postura de Gurgel.
– Se não der nele, ele (Gurgel) começa a pegar a gente também, você entendeu? Agora, se ele está cumprindo obrigação do governo, agora ele inocenta o governo e depois pega um da oposição. Isso é sem vergonha. Se não bater nele, ele anima – disse Demóstenes, em conversa às 10h06 do dia 7 de junho de 2011. O bicheiro elogiou a iniciativa do senador e sugeriu que o procurador estaria “desmoralizado” após o discurso do senador.
A gravação ocorreu no mesmo período em que a PF enviou ao procurador peças do inquérito da Operação Vegas, que demonstravam a proximidade entre o senador e Cachoeira. Nos grampos, o parlamentar pede dinheiro ao contraventor para pagar suas despesas. Contudo, mesmo de posse do material desde 2009, o procurador só pediu autorização ao STF para investigá-lo em 2012, após a crise provocada pela Operação Monte Carlo.
Serra suspeito
Nesta semana, quando começam efetivamente os trabalhos da CPI que investigará as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos, autoridades e empresários, um dos primeiros suspeitos a ser convocado será o dono da Delta Construções, o empresário Fernando Cavendish. Suspeita-se, com base em informações da Operação Monte Carlo, realizada pela Polícia Federal (PF), do envolvimento da empresa com Cachoeira.
Além de negócios suspeitos realizados nos Estados de Goiás e do Rio de Janeiro, Cavendish também se transformou em alvo de investigações nas gestões dos tucanos José Serra, quando na prefeitura de São Paulo, e na atual administração do Estado, com Geraldo Alkmin. Assim que a CPMI foi instalada, no dia 19 de abril, Alckmin, ao ser questionado sobre os contratos da Delta com o Estado de São Paulo, disse não estar preocupado com eles.
– Nem sei se tem [contratos], se tem são ínfimos – disse ele ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo.
Mas a realidade é outra. Segundo levantamento feito pelo blog Transparência SP entre 2002 a 2011 a Delta fechou pelo menos 27 contratos (incluindo participação em consórcios) com empresas e órgãos públicos do governo do Estado de São Paulo, numa quantia que beira R$ 1 bilhão. Entre os contratantes estão a Desenvolvimento Rodoviário S.A. (Dersa), comandada por Paulo Vieira de Souza, engenheiro e integrante da cúpula tucana na campanha de Serra, afastado após ser acusado de desviar R$ 4 milhões em fundos políticos destinados ao então candidato à Presidência da República. Os fundos teriam sido captados de forma ilegal, segundo denúncias publicadas em uma revista de circulação nacional.
O montante recebido pela Delta foram pagos pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Somam cerca de R$ 800 milhões em valores nominais. Em valores corrigidos (considerando a inflação do período) chegam a R$ 943,2 milhões.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Sem engenheiros, obras do governo e do Pac estão com qualidade ameaçada e podem ser suspensas no Acre
2 de maio de 2012 - 8:37:48
Os mais importantes programas de infraestrutura e urbanização do governo de Sebastião Viana, o Ruas do Povo, a Cidade do Povo e várias obras do Programa de Aceleração do Crescimento, podem ser suspensos a qualquer momento, no Acre, pela falta de profissionais da área de engenharia que mantém uma greve da categoria que já dura nove dias.
O Presidente do Sindicato dos Engenheiros, Tião Fonseca denuncia que para suprir a necessidade da falta de profissionais, o governo do Acre colocou fiscais sem a habilitação necessária nessas obras. O caso já foi levado ao conhecimento dos ministérios público, estadual e federal.
Fonseca alerta que a ausência do profissional nas obras pode gerar problemas futuros pela falta qualidade e segurança dos serviços executados, “bem como a gestão de recursos financeiros em andamento, de programas extrema relevância econômica e social como: Ruas do Povo, Cidade do Povo, Programa de Controle a Aftosa e Obras do Programa do PAC, que se encontram sem fiscalização, acarretando sérios riscos e consequências à sociedade”, diz.
Ainda na ação protocolada nos MPs pela direção do sindicato, há denúncias de fortes indícios de que o governo estadual, após o início greve, tem promovido a fiscalização de obras tão somente pelos profissionais terceirizados, “essa atribuição é exclusiva dos servidores públicos, eis que eles não possuem nenhum vinculo efetivo com a administração pública estadual”, ressalta Fonseca, concluindo, “durante o período de greve não há servidores públicos suficientes para acompanhar e fiscalizar as obras e serviços, de modo que estão sendo executadas ao arrepio da lei, isto é de forma irregular”, acrescentou Tião Fonseca.
Luciano Tavares, da redação de ac24horas
Aprender segunda língua pode aumentar poder do cérebro, dizem cientistas
O tronco cerebral reagiu mais no caso de estudantes capazes de falar duas línguas, dizem pesquisadores
Aprender uma segunda língua pode aumentar o poder do cérebro, segundo pesquisadores americanos.
Os cientistas da Northwestern University dizem que o bilinguismo é uma forma de treinamento do cérebro – uma “ginástica” mental que apura a mente.
Falar duas línguas afeta profundamente o cérebro e muda a forma como o sistema nervoso reage ao som, segundo revelaram testes de laboratório.
Especialistas dizem que o estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences fornece evidências “biológicas” para isso.
A equipe de pesquisadores monitorou as respostas do cérebro de 48 estudantes voluntários saudáveis – 23 dos quais bilíngues – a sons diferentes.
Foram usados eletrodos no couro cabeludo para traçar o padrão das ondas cerebrais.
Sob condições laboratoriais silenciosas, os dois grupos – o bilíngue e o de alunos que somente falavam inglês – responderam da mesma forma.
Mas em um contexto de conversa barulhenta, o grupo bilíngue foi muito superior em processar os sons.
Eles eram mais capazes de sintonizar informações importantes – a voz do orador – e bloquear outros ruídos que distraem – as conversas de fundo.
‘Poderoso’ benefício
As diferenças de resposta dos dois grupos foram visíveis no cérebro. As reações do tronco cerebral dos que falam duas línguas foram intensificadas.
De acordo com a professora Nina Kraus, que coordenou a pesquisa, “a experiência do bilíngue é aprimorada, com resultados sólidos em um sistema auditivo que é altamente eficiente, flexível e focado no seu processamento automático de som, especialmente em condições complexas de escuta”.
A pesquisadora e co-autora do estudo Viorica Marian disse: “As pessoas fazem palavras cruzadas e outras atividades para manter suas mentes afiadas. Mas as vantagens que temos descoberto em falantes de mais de uma língua vêm simples e automaticamente de conhecerem e usarem dois idiomas”.
“Parece que os benefícios do bilingüismo são particularmente poderosos e amplos, e incluem a atenção, seleção e codificação de som”, completou
Músicos parecem ganhar um benefício semelhante quando ensaiando, dizem os pesquisadores.
Pesquisas anteriores também sugerem que ser bilíngue pode ajudar a afastar a demência.
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sexta-feira, 27 de abril de 2012
Cresce o otimismo dos empresários da indústria, mostra pesquisa da FGV
Por Redação, com ABr - de Brasília
Os empresários do setor da indústriade transformação estão mais confiantes na possibilidade de fazerem bons negócios após as medidas de incentivo anunciadas no início deste mês pelo governo federal, indica a pesquisa mensal Sondagem daIndústria de Transformação, feita pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Entre as ações anunciadas pelo governo estão a desoneração da folha de pagamento e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para alguns setores, entre os quais os fabricantes de geladeiras, fogões e outros bens da chamada linha branca, os de móveis e os de luminárias.
Segundo o levantamento da FGV, o Índice de Confiança da Indústria (ICI), aumentou 0,3%, passando de 103 em março para 103,3 pontos em abril.
É a quinta elevação consecutiva, mas, de acordo com a FGV, os percentuais de alta ainda são modestos. Em março, a taxa havia apresentado variação de 0,5%; em fevereiro, de 0,2%; e em janeiro, de 0,5%.
O Índice da Situação Atual (ISA) teve leve alta (0,2%) ao atingir 104 pontos, ante 103,8, o patamar mais elevado desde julho de 2011 (107,4 pontos). Já o Índice de Expectativas (IE) alcançou a maior pontuação dos últimos nove meses, ao passar de 102,5 para 102,6 pontos.
Para esses cálculos, foram ouvidos representantes de 1.147 empresas. Mais da metade (52,3%) manifestaram a expectativa de uma melhora nos negócios no período de abril a setembro, o que indica um aumento em relação ao resultado de março (44%).
Para 8,2% dos entrevistados, haverá uma piora, o que representa também uma elevação do universo de pessimistas, que na pesquisa anterior chegava a 6%.
Também foi constatado leve aumento no Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci), que subiu de 83,8% em março para 83,9% em abril, o maior patamar desde julho de 2011 (84,1%).
sábado, 21 de abril de 2012
Sangrando há dois anos, paciente do interior reclama da falta de apoio do TFD e do Governo do Acre
O Tratamento Fora de Domicílio (TFD), que era para ser um benefício à população carente do Estado, aos poucos vem se tornando um tormento, para os doentes que precisam se deslocar de cidades do interior do Acre, em busca da cura de doenças que não são tratadas nas unidades de saúde dos municípios mais afastados.
As reclamações sobre o acesso e providências do TFD têm sido uma constante na rotina de tratamento de pacientes do interior. Com um sangramento ininterrupto há dois anos, a dona de casa Zenilde Rebouça Ribeiro Lima, procurou a equipe de reportagem de ac24horas, para denunciar o que ela classifica como “descaso e falta de respeito com a vida”.
Segundo relato da paciente, ela teria saído da cidade de Tarauacá, distante 450 quilômetros da capital no dia 10 de março, sem qualquer tipo de ajuda de custo ou auxílio. Ao chegar a capital, a paciente diz que estaria sendo tratada como paciente comum, sendo obrigada a enfrentar filas e chega durante a madrugada na Fundhacre.
Zenilde Rebouça reclama ainda, que estaria tendo acesso apenas as sobras de fichas dos pacientes de Rio Branco. A paciente denuncia que estaria vivendo de favores em uma residência de parente no bairro Santa Inês. “Não estou mais suportando toda essa humilhação, preciso de tratamento e não vejo boa vontade de ninguém”, reclama.
Com todos os exames prontos e com a prescrição médica seguida a rigor, Zenilde espera pelo agendamento de sua cirurgia. O medo da paciente é que tenha que refazer toda peregrinação, já que os exames foram feitos no dia 28 de março, e teriam validade de trinta dias. “Preciso de ajuda. Hoje são 20 de abril, os exames vencem daqui a oito dias”.
O que diz a equipe do TFD
Conforme apuração feita pelo TFD, Zenilde Rebouça Ribeiro Lima, chegou de Tarauacá no dia 11 de março para consulta dia 12, no Hospital das Clínicas. O médico que a atendeu, o ginecologista George Umeoka marcou sua cirurgia para o dia 24 de agosto.
Para o TFD, “neste caso, ele deveria ter retornado a Tarauacá e só voltar a Rio Branco próximo à data da cirurgia. Esse é o procedimento quando ficam hospedados nas Casa de Apoio do TFD, onde recebem também alimentação”.
Segundo os gestores do TFD, “muitos pacientes preferem ir para a casa de parentes e acabam ficando por tempo indeterminado. Vale ressaltar que pacientes intermunicipais não têm diretio a ajuda de custo, uma vez que o estado oferece a casa de apoio”.
“A paciente poderia ter procurado a gerência do TFD para relatar sua situação, mas não o fez e diante da gravidade alegada por ela somente ao repórter, o médico irá atendê-la nesta segunda, 23, às 12h30 para nova avaliação e se julgar necessário, fará a cirurgia na mesma semana”.
Segundo ainda a assessoria do TFD, “é bom esclarecer que os pacientes do TFD vindos do interior do estado têm prioridade na agenda, mas se o médico marcou para agosto é porque julgou, naquele momento, que não havia necessidade de ser em data anterior”.
Sobre as supostas irregularidades
“Antes de falar em irregularidades, é bom que se tenha clareza dos encaminhamentos corretos para que não fique parecendo que o paciente ficou sem assistência”, finaliza a assessoria do TFD.
Ray Melo,
da redação de ac24horas
da redação de ac24horas
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