quinta-feira, 24 de maio de 2012
Inflação cai em cinco das sete capitais pesquisadas pela FGV
Por Redação - do Rio de Janeiro
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou decréscimo em cinco das sete capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), na semana de 22 de maio, em relação à semana anterior. A maior queda foi observada na cidade do Rio de Janeiro, de 0,17 ponto percentual (ao passar de 0,57% na semana de 15 de maio para 0,4% na de 22).
Outras cidades que tiveram redução foram Belo Horizonte (0,14 ponto percentual, ao passar de 0,62% para 0,48% no período), Porto Alegre (0,11 ponto percentual, ao passar de 0,57% para 0,46%), Brasília (0,07 ponto percentual, ao passar de 0,48% para 0,41%) e São Paulo (0,02 ponto percentual, ao passar de 0,43% para 0,41%).
Alta
Já as cidades de Salvador e Recife tiveram alta nas taxas do IPC-S. A inflação em Salvador aumentou 0,15 ponto percentual, ao passar de 0,68% para 0,83%. Em Recife, houve aumento de 0,06 ponto percentual, ao passar de 0,74% para 0,8%.
Na semana de 22 de maio, o IPC-S ficou em 0,5%, na média global. O resultado é 0,05 ponto percentual inferior ao da semana do dia 15 (0,55%)
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sexta-feira, 18 de maio de 2012
Alvos identificados na Operação Ágata 4 podem resultar em novas ações na Amazônia
Por Redação, com ACS - de Brasília
As pistas clandestinas, as áreas ilegais de garimpo e os pontos usados para tráfico de entorpecentes e de animais silvestres identificados pela Operação Ágata 4, encerradas na quinta-feira, podem ser alvos de novas operações das Forças Armadas na região da Amazônia.
A determinação foi transmitida pelo chefe de Operações Conjuntas (Choc), do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general João Carlos Vilela Morgero, durante videoconferência que marcou o encerramento oficial da operação. A ação militar realizada entre 2 e 17 de maio contou com aparato de 8,5 mil militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB), além de funcionários civis de 18 agências ligadas a dez ministérios.
A FAB identificou 12 pistas clandestinas, sendo que uma delas foi explodida às margens do rio Catrimani, a 230km de Boa Vista (RR). As outras pistas passarão pelo processo de limpeza da área, como, por exemplo, a retirada de moradores para, em seguida, serem destruídas. Os números finais da operação Ágata serão encaminhados pelo Comando Militar da Amazônia (CMA) ao Ministério da Defesa até o dia 25 de maio. Em seguida, será produzido documento com todos os detalhes da operação militar.
Para o patrulhamento de 5.128km de fronteiras do Brasil com Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa foram empregados 3.331 militares da Marinha, 4.078 do Exército e 1.037 da FAB. A operação contou com a participação de 11 navios, nove helicópteros, 27 aviões e 65 veículos automotores.
O comandante da Força Aérea Componente (FAC), brigadeiro Marcelo Damasceno, disse que a operação permitiu mapear uma região fronteiriça de 5,2 mil quilômetros. Isso significa a distância entre Lisboa (Portugal) e Moscou (Rússia). O total de quilômetros voados pelas aeronaves da FAB durante a operação, 211 mil, representa cinco voltas em torno do planeta Terra.
Mapa
Os resultados da Operação Ágata 4 servirão para que o governo federal tenha o diagnóstico dos 16.886 quilômetros de fronteira do Brasil com dez países sul-americanos. A afirmação foi feita pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, ao avaliar na última terça-feira (15), em Manaus (AM), a megaoperação.
Amorim percorreu trechos da região onde se desenrolou a Ágata 4 acompanhado do vice-presidente da República, Michel Temer; do ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general José Elito; do chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi; e dos comandantes da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto; do Exército, general Enzo Peri; e da FAB, brigadeiro Juniti Saito.
- Com a Operação Ágata 4 completamos o patrulhamento da fronteira brasileira. Nesse período, fizemos o levantamento de áreas estratégicas. Um aspecto importante que devemos destacar foi a interoperabilidade das Forças Armadas – disse o ministro.
A Ágata é parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), lançado em junho do ano passado pela presidenta Dilma Rousseff. As ações no âmbito dessa operação são coordenadas pelo EMCFA. Após a realização da Ágata, o governo deflagra a operação Sentinela, sob comando do Ministério da Justiça.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Economistas afirmam que impacto da alta no dólar sobre exportações levará tempo a ser sentido
Agência Brasil
A alta do dólar, que voltou fechar acima de R$ 2 e está no maior nível em três anos, não melhorará as exportações de imediato, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil. Segundo os economistas, a rigidez nos contratos comerciais e as turbulências nos países desenvolvidos servirão como freio para a alta nas vendas externas.
Para o economista-chefe da consultoria Austin Rating, Alex Agostini, um eventual aumento das exportações será resultado de fatores sazonais, como o início da safra de soja. A depreciação do real, avalia, não terá quase nenhum impacto sobre as vendas para o exterior. “O saldo da balança comercial pode até melhorar, mas isso ocorrerá por causa de queda das importações, que ficaram mais caras. Não pelo lado das exportações”, diz.
- Se estivéssemos num momento de expansão econômica nos países desenvolvidos, a subida do dólar teria efeito positivo sobre as exportações. O problema é que hoje enfrentamos um cenário de crescimento moderado nos Estados Unidos, desaceleração da China e recessão na zona do euro – declara Agostini. “Não adianta ter um dólar valorizado sem mercado comprador”.
Outro fator que atrasará a influência do dólar sobre as exportações é o fato de que os contratos comerciais são fechados com bastante antecedência. Dessa forma, eventuais efeitos do aumento da moeda norte-americana levariam meses para serem sentidos. “A maioria dos contratos das exportações de hoje foi fechado há seis meses. A alta do dólar hoje só influenciará as vendas externas lá para o fim do ano”, destaca.
Apesar dos efeitos tardios sobre as exportações, a alta do dólar serve de incentivo para a melhoria da competitividade dos produtos brasileiros. No entanto, de acordo com o André Nassif, professor de economia internacional da Fundação Getulio Vargas (FGV), o efeito só será duradouro se o governo mudar a política em relação ao câmbio e impuser mais medidas de controle do capital que entra no país.
- Em diversos momentos nos últimos anos, o câmbio se depreciou de forma violenta, mas o Banco Central e o Ministério da Fazenda não fizeram nada para impedir que o dólar voltasse a cair – reclama Nassif. Para ele, a cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro aplicado em renda fixa e na Bolsa de Valores, estratégia adotada pelo governo para conter a queda do real, mostrou-se ineficaz.
Na opinião de Nassif, o câmbio voltará a cair quando a instabilidade na economia europeia diminuir, mesmo com as taxações para o capital especulativo nos últimos tempos. Ele sugere medidas mais radicais, como a quarentena para os recursos estrangeiros que entrarem no Brasil, inclusive os investimentos diretos (que geram empregos). “Os asiáticos fazem política cambial muito mais agressiva que o Brasil e tem dado certo por lá”, ressalta.
O professor da FGV reconhece que a instituição de uma quarentena sobre os capitais externos teria impacto sobre a inflação. Ele, porém, diz que o Banco Central tem mecanismos para lidar com a alta dos preços sem necessariamente interromper a queda da Selic, taxa básica de juros da economia. “Somente se o Brasil resolver o câmbio desalinhado, os preços relativos voltarão ao lugar e o país será capaz de atingir o crescimento sustentável, tanto das exportações como da economia em geral”, conclui.
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Distrito Federal: nova técnica de laqueadura dispensa cortes, anestesia e internação
Da Agência Brasil
Brasília – Nove mulheres passaram por nova técnica de esterilização nesta quinta-feira (10) no Hospital Regional do Paranoá, no Distrito Federal. De acordo com a Secretaria de Saúde, o método, chamado de laqueadura tubária histeroscópica via vaginal, tem o mesmo resultado do procedimento tradicional. Além disso, não precisa de cortes e anestesia e a paciente pode ir para casa no mesmo dia, já que não necessita de internação.
Segundo o coordenador de Ginecologia e Obstetrícia da Secretaria de Saúde, Adriano Tavares, o procedimento é feito por meio de um aparelho que observa a cavidade uterina, onde são implantadas duas molas de titânio nas trombas de falópio da paciente, impedindo a fecundação.
“O método dura de cinco a dez minutos. Como não precisa de cortes e anestesia, elas foram liberadas no mesmo dia. As pacientes não reclamaram de dor, sentindo apenas uma dor menos intensa que uma cólica menstrual. É preciso lembrar que esse tipo de laqueadura é irreversível”, disse.
Por enquanto, não há nenhuma restrição para quem quer se submeter à nova técnica de laqueadura. O coordenador avalia que as primeiras intervenções tiveram resultado positivo. Após a realização do procedimento, Tavares aconselha a mulher a continuar usando um método contraceptivo por 90 dias, além de fazer acompanhamento médico regular.
Edição: Lana Cristina
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Relator da CPMI de Cachoeira afirma que Gurgel pode se explicar por escrito
O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG) disse nesta quinta-feira que espera explicações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a respeito da demora em oferecer denúncia contra os indiciados nas operações Vegas e Monte Carlo. Os autores dos requerimentos para sua convocação alegam que ele recebeu os inquéritos das operações, da Polícia Federal, em 2009, e não ofereceu denúncia. Odair ponderou que essas explicações não, necessariamente, devem ser feitas de forma presencial, admitindo até que ele se explique por escrito.
- O que a CPMI deseja é uma explicação. A forma da explicação é o menos importante. O mais importante é o conteúdo das respostas. Qualquer cidadão que está investido em um cargo público precisa prestar esclarecimentos. É natural isso. Não queremos criar um cavalo de batalha em torno desse tema – destacou o relator.
O relator evitou comentar as declarações do procurador que considerou que as críticas por sua decisão de não aceitar o convite feito pela CPMI para que ele preste esclarecimentos venham de pessoas interessadas em desmoralizá-lo por causa do julgamento do mensalão. “O que nós queremos são respostas. E faz parte do nosso processo de investigação. Questões subjetivas não nos interessam”, disse o relator, que negou existir uma “crise” entre a CPMI e o Ministério Público.
- Não há crise nossa em relação ao Ministério Público. O Ministério Público cumpre papel fundamental no Estado brasileiro, é uma instituição que precisa ser fortalecida. Mas, como toda instituição pública, tem compromissos públicos, e a gente espera essa resposta – declarou.
Na quarta-feira, Gurgel chegou a dizer que as críticas partiam de “pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão”. No julgamento desse processo, previsto para ocorrer ainda este ano, Gurgel será o responsável pela acusação dos 38 acusados de envolvimento no suposto esquema de compra de apoio político no Congresso durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação aguarda apenas a conclusão do processo pelo ministro-revisor, Ricardo Lewandowski.
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Marcus Alexandre “fura” e não vai a entrevista na RBN, hoje
10 de maio de 2012 - 10:25:51
Luciano Tavares, da redação de ac24horas
lucianotavares@ac24horas.com
Depois de dar um “chá de cadeira”, no apresentador do Roda Comunitária, da RBN, radialista César Moreira, o pré-candidato do PT a Prefeitura de Rio Branco, Marcus Alexandre, informou por meio de sua assessoria sem explicar a razão que não poderia participar da entrevista pré-agendada para esta quinta-feira.
César Moreira ficou durante quase uma hora anunciando que “estava aguardando”, Marcus Alexandre, que participaria do programa para falar sobre as ações do Programa Ruas do Povo no Acre.
A entrevista foi remarcada para esta sexta-feira.
Copa Norte/Nordeste de ciclismo vai agitar Rio Branco neste final de semana
10 de maio de 2012 - 9:04:15
Jairo Barbosa – jairobarbosa@ac24horas.com
Pela primeira vez na historia a capital do Acre sedia a mais importante competição ciclista entre os estados do Norte e Nordeste. A partir desta sexta feira, mais de cento e vinte atletas de doze estado disputam as provas que vão apontar os melhores ciclistas da região.
As provas serão disputadas no Circuito da Av. Amadeo Barbosa, com extensão para a BR 317, onde os atletas vão percorrer mais de 160 km na prova de resistência. No ano passado, em Belém, o Acre foi o grande destaque ao vencer nas principais categorias e vencer a competição na categoria geral.
As provas principais acontecem neste sábado e domingo e a entrada é franca.
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