sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Montei minha empresa na faculdade: conheça algumas histórias de sucesso



Com poucos recursos, muito talento e uma imensa vontade de acertar, jovens universitários transformaram boas ideias em excelentes negócios. Confira a matéria completa que saiu na revista Administradores nº 0
Romero Rodrigues cursava Engenharia Elétrica na Poli USP quando, junto com seus colegas, pensou em uma idéia que mais tarde revolucionaria o comércio eletrônico brasileiro. "Tudo começou quando um dos meus amigos (hoje sócio), Rodrigo Borges, procurava na Internet um modelo de impressora para comprar. Depois de pesquisar bastante, ele não encontrou nada sobre preço ou especificações técnicas.
Concluímos que era uma oportunidade a ser explorada e tivemos a ideia de criar um negócio que pudesse solucionar esse problema".
Com começo difícil, o grupo de estudantes retirava do próprio bolso 100 reais ao mês, cada um, para cobrir os custos de manutenção. "No início, tivemos dificuldades na aceitação do conceito da empresa. Os varejistas não tinham tanto interesse em abrir seus preços para serem comparados na internet. No entanto, revertemos essa situação na medida em que melhoramos nossa audiência, e nos transformamos na porta de entrada do comércio eletrônico no Brasil".
O jovem estudante de Engenharia tornou-se, hoje, o presidente do grupo BuscaPé, site referência na comparação de preços de produtos pela internet, com nove empresas acopladas e atuante na cadeia de varejo em mais de 20 países.
 Empreendedorismo entre gerações
Outro empresário que começou cedo sua aventura no mundo dos negócios foi Bruno Tomasi. Aos 23 anos, Bruno soube enxergar na fábrica de peças e acessórios de metal para banheiras do avô, uma oportunidade de expansão para os negócios de decoração em lavabos e banheiros. Hoje, com 28 anos, é dono da Doka Bath Works, referência quando se trata em decoração de banheiros de luxo. Os produtos da Doka são exportados para os Estados Unidos e Europa e suas peças viraram tendência nos projetos mais ousados e charmosos dos principais arquitetos do mundo.
A vocação para empreendedor, aliada à formação em Administração de Empresas, possibilitou a Bruno Tomasi evoluir em seu negócio. "Apesar de alguns anos trabalhando em conjunto com meu pai e avô, sempre tomei decisões embasadas em pesquisas junto ao mercado, o que sempre me deu confiança para seguir minhas convicções, sair do mundo das ideias e realmente implementar projetos reais. Depois da Doka, já empreendi um outro negócio e tenho certeza de que não vou parar por aqui".
As possibilidades encontradas pelos dois empresários, Romero e Bruno, só aconteceram pelo fato de terem acreditado e investido em suas ideias. Uma das lições aprendidas por começarem um empreendimento tão cedo foi compreender que qualquer projeto demanda esforço e intenso trabalho por um longo período. Manter-se atento às tendências do mercado, e não se deixar desmotivar por algumas dificuldades foram outras regras. Bruno Tomasi destaca também que "muitas vezes, a falta de capital estanca o início do projeto, mas hoje existem diversos programas de incentivo às empresas, encontrados no BNDES e FINEP, por exemplo."
Acima, você pode conferir a matéria na revista Administradores
Incubadoras como parceiras
Outra forma de colaborar para a concretização de um projeto é através das Incubadoras de empresas. Elas estimulam a criação e o desenvolvimento de micro e pequenas empresas através de suporte técnico, gerencial e formação complementar para os empreendedores. Catarina Azevedo, coordenadora da Incubadora de Empresas da Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro, relata que enquanto 56% dos empreendimentos fecham as portas até o terceiro ano de vida, as empresas que são incubadas têm mais possibilidades de darem certo. "Por conta do suporte desse sistema, a taxa de mortalidade das empresas vinculadas às incubadoras no Brasil é menor que 20%."
Quem soube aproveitar essa colaboração, foi o empresário carioca Marcius Costa, que conseguiu tirar do papel sua idéia do Motofog, uma moto fumacê com o escapamento adaptado usada no combate de pragas agrícolas e vetores urbanos, como a dengue. Com a assistência da Incubadora da UVA, a empresa ganhou parceiros tecnológicos ligados ao Instituto Genesis na PUC- Rio e teve sua tecnologia patenteada no INPI. "A incubadora foi fundamental para ingressar no mercado. Ela ofereceu todo suporte que seria necessário com muito investimento e um canal de network que demoraríamos anos para adquirir", salienta Marcius.
Esse planejamento certo, fez com que a Fumajet, empresa do Marcius, já colhesse os frutos. Recentemente ela venceu o Desafio Brasil Intel 2010, competição entre empresas e empreendedores de inovação tecnológica que reuniu mais de 162 equipes de todas as regiões do país.
MAIS DO QUE EXEMPLOS
Veja a história de gigantes internacionais que também começaram no dormitório da universidade
Facebook
Surgiu como um site para que um grupo de colegas colocassem fotos e trocassem informações. Montado em um quarto da Universidade de Harvard, em 2004, pelo estudante Mark Zuckerberg, a rede social, hoje, conta com mais de 500 milhões de usuários e vale US$ 33 bilhões.
Dell Computers
Michael Dell, aos 19 anos, começou a vender os computadores que montava em seu dormitório na Universidade do Texas. Passou de um capital de US$ 1.000, em 1984, para faturar US$ 60 bilhões somente em 2010.
Google
Dois estudantes de doutorado de Ciência da Computação da Universidade de Stanford, Sergey Brin (23 anos) e Larry Page (24 anos), criaram um sistema de busca que, em 1998, foi chamado de Google. Hoje, a organização é considerada uma das principais empresas do mundo.
1. Analisar imparcialmente o potencial de mercado e o grau de inovação da sua ideia;
2. Apresentar uma proposta de negócio à Incubadora de Empresas;
3. Elaborar um bom plano de negócio do empreendimento que quer realizar;
4. Passar na apresentação da banca examinadora;
5. Participar do sistema de incubação aproveitando ao máximo os subsídios e oportunidades oferecidas.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

5 dicas para não comprometer sua carreira nas redes sociais


É preciso organização, objetividade, foco e persistência
Com a internet e as redes sociais, as pessoas estão cada vez mais conectadas, o que facilita o chamado networking, instrumento poderoso para abrir as portas do mercado de trabalho e do mundo dos negócios. No entanto, com a diversidade de ferramentas, o fantástico número de usuários e a tendência ao caos que a rede sugere, os profissionais têm dificuldades de administrar de forma eficiente e tirar proveito dos relacionamentos virtuais.
 Afinal, como ganhar visibilidade e aparecer de forma diferenciada na rede social, quando todos se apresentam com clichês como motivado, inovador, dinâmico, focado em resultados? Como se conectar a pessoas certas e tornar produtivos esses relacionamentos? Como entrar em grupos sem se sentir ou ser considerado um "penetra" chato e indesejável?
 A rede social tem uma lógica: o usuário aumenta o número de conexões com pessoas que realmente conhece ou com quem mantém algum tipo de relacionamento – e, a partir desses contatos, ele se conectará progressivamente a pessoas que não conhece no mundo físico. Ou seja, no networking virtual, o céu é o limite.
 Mas, apesar desse caráter, digamos permissivo, da rede, o profissional precisa ter organização, objetividade, foco e persistência. Alguns conselhos:
 Planeje sua entrada na rede social
 Não caia na rede apenas porque todo mundo está lá. Defina objetivos, avalie as ferramentas, calibre a imagem e as mensagens que queira transmitir. Não convide desconhecidos apenas para alavancar sua rede. Procure se conectar a pessoas e grupos com os quais tenha interesses em comum.
 Não confunda alhos com bugalhos
 Todas as ferramentas contribuem para o networking, mas cada uma tem uma funcionalidade específica. Se você quiser apresentar seu currículo, procurar contatos em sua área, prospectar negócios ou participar de discussões profissionais de seu interesse, o LinkedIn é a melhor ferramenta, pois tem um foco mais corporativo. O Facebook é mais democrático e serve para você compartilhar novidades, idéias, falar de sua vida, do jogo do domingo, de sua paixão por cachorros. Isso não quer dizer que a ferramenta deva ser descartada para relacionamento de caráter profissional, pelo contrário.
 Vá além dos clichês
 Procure, quando oportuno, mostrar suas experiências profissionais concretas, como projetos que liderou, resultados que obteve, desafios que superou. Compartilhe conhecimentos, pois essa é uma forma de você se diferenciar na rede.
 Tenha bom senso
 Não entre em grupos de discussões de temas que não o interessam, que você não domina ou com o qual não tem familiaridade. Você será visto como bobo, ingênuo e oportunista.
 Tente trazer para o mundo real os relacionamentos virtuais
 Aproveite oportunidades para conhecer pessoalmente pessoas com as quais mantém contatos virtuais – em eventos, congressos, feiras, festas corporativas, campeonatos ou happy hours, mas sem forçar a barra. Se você acha que albatroz, birdie e eagle só existem no mundo da ornitologia, não convide ninguém para jogar golfe.
 Por fim, trabalhe as redes de forma sistemática e metódica, pois incursões eventuais não constroem relacionamentos.
 Marcelo Mariaca - é presidente do conselho de sócios da Mariaca e professor da Brazilian Business School.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Bullying: qual o perfil do agressor no ambiente corporativo?

Bullying: qual o perfil do agressor no ambiente corporativo?
Na vida adulta, especialmente no ambiente de trabalho, prática pode se apresentar de várias formas, inclusive sutilmente
Nos últimos anos, sobretudo  no ambiente escolar, tem aumentado a incidência de bullying, o que tem feito com que a prática esteja sempre em pauta entre autoridades e, vez ou outra, na boca da população.
 Entretanto, na maior parte das vezes, a vítima é o foco das conversas, estudos e discussões, o que faz surgir a pergunta: e o agressor, qual o perfil dele?
 De acordo com as especialistas ouvidas pelo portal InfoMoney, a psicóloga Clarice Barbosa e a presidente da Isma-BR (International Stress Management Association) no Brasil, Ana Maria Rossi, ao contrário do que acontece na infância e na adolescência, quando a prática do bullying é explícita, na vida adulta, especialmente no ambiente de trabalho, ela pode se apresentar de várias formas, inclusive sutilmente.
 “Pode ser uma coisa muito sutil. Um olhar, um tom de voz... As pessoas que estão em volta não costumam perceber, às vezes, até pensam que é brincadeira”, diz Ana Maria.
 Perfil
No geral, explicam, o praticante de bullying tem personalidade hostil e agressiva. Provavelmente, já foi vítima da prática e, quando criança, recebeu uma educação muito permissiva ou cresceu em ambiente hostil.
 Este indivíduo destaca Clarice, procura  justificar suas ações e seu comportamento por meio de alguma atitude negativa da vítima, o que, na avaliação dele, o autoriza a tratar aquela pessoa sistematicamente de forma agressiva, humilhando, ridicularizando, excluindo ou inferiorizando. Entretanto, alerta a psicóloga, o que o agressor sente é prazer com a situação.
 “Ele não está preocupado com o prejuízo que pode causar a outra pessoa. Ele sente prazer em exercer o poder e só vai parar quando tiver alguma perda, quando a vítima der um basta na situação”, diz Clarice.
Além disso, o praticante de bullying tem este comportamento repetidas vezes durante a vida, não só no trabalho, mas em outros ambientes e em outras fases da sua vida, como na faculdade, por exemplo.
 Líder
Ao contrário do que muitas pessoas possam imaginar, a prática de bullying não afeta negativamente só a vítima da agressão. O praticante, ao dedicar de forma obsessiva seu tempo pensando em maneiras de oprimir a vítima, acaba tendo seu rendimento no trabalho reduzido.
 Para as especialistas, o líder e o departamento de RH (Recursos Humanos) das empresas devem sempre estar atentos à situação e, caso identifiquem um comportamento suspeito, até indicar ajuda aos profissionais envolvidos, tanto praticantes como vítimas.
 “Para identificar o bullying, é importante que as empresas não desqualifiquem as reclamações dos funcionários, fiquem atentas se alguém está sendo excluído do grupo ou se algum funcionário trata sempre um outro de forma negativamente diferenciada e agressiva (...) A conversa com o praticante deve ser sutil, procurando saber quais as razões de tais atitudes e oferecendo ajuda”, finaliza Ana Maria.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Venda de genérico avança nas farmácias

Venda de genérico avança nas farmácias
Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR

09/02/2011
A quebra de patentes de alguns medicamentos no ano passado, como é o caso do Viagra, empurraram o mercado de remédios genéricos no país para a maior expansão registrada desde 2002. Em volume, o crescimento do segmento foi de 33% frente ao ano anterior. Em valores, o salto foi maior: 37,7%, movimentando R$ 6,2 bilhões. Nas drogarias, as vedetes foram medicamentos que tiveram seu consumo ampliado em até seis vezes, como o Sildenafil (Viagra) e a Atorvastatina (Liptor), usada para o controle do colesterol.

O crescimento do setor foi superior ao conjunto da indústria farmacêutica, que vendeu no ano passado 2,068 bilhões de unidades, alta de 16,9%. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Genéricos (Pró-Genérico), a projeção para 2011 é repetir o bom resultado de 2010, com crescimento batendo na casa dos 30%. Para isso, o setor anuncia investimentos de R$ 1,5 bilhão e promete abrir ainda este semestre 2 mil postos de trabalho. “O brasileiro está comprando mais medicamentos, e os genéricos têm preços mais competitivos”, diz o presidente da Pró-Genérico, Odnir Finotti. Segundo ele, a diferença de preços chega a 52%. O executivo cita o exemplo do Viagra, que teve seu custo para o consumidor reduzido de R$ 30 para R$ 5, o que alavancou o consumo.

Seguindo os passos da Valsartana, um dos anti-hipertensivos líderes em venda no país, com um mercado que supera os R$ 400 milhões/ano e que entrou no mercado no fim de 2010, outras substâncias estão na lista dos laboratórios. Finotti aponta a Olanzapina, psicotrópico que tem um mercado de R$ 250 milhões/ano com versão genérica programada para chegar este ano às farmácias.

A lei que instituiu os medicamentos genéricos no Brasil completa 12 anos nesta quinta-feira e, cada vez mais, brasileiros abrem mão da referência para economizar. O publicitário José Eugênio Pinheiro usa o Omeprazol para controlar problemas estomacais. “Gasto R$ 60 por mês e sempre compro o genérico prescrito pelo meu médico.” Já a dona de casa Constança Barço lamenta a ausência das drogas em segmentos específicos, como para o controle da diabetes. Ela gasta com remédios R$ 800 por mês porque não tem opção mais barata. “Só uso os medicamentos de referência porque não existem substitutos.”

O peso da farmácia é grande no orçamento do brasileiro. O preço médio de uma receita médica, segundo dados da Federação Nacional dos Farmacêuticos (Fenafar) é de R$ 140. “Poderia custar a metade”, defende o vice-presidente da entidade, Rilke Novato. Ele cita que, entre 1999 (quando a lei dos genéricos entrou em vigor) e 2010, a quantidade de unidades comercializadas cresceu 21% no país, já os valores movimentados pela indústria farmacêutica mais que triplicaram, saltando de R$ 11 bilhões para cerca de R$ 36,5 bilhões no período. “O desafio é ampliar o mercado de genéricos no país. A população ainda paga caro pelos remédios.”

Preço

Pela lei, os genéricos devem custar no país pelo menos 35% menos que o medicamento de referência. “Quando o genérico custa mais é sinal que o laboratório decidiu reduzir o seu preço, o que é bom para o consumidor”, diz Rilke. O aposentado Pedro Paulo Utsh utiliza remédio para controle da pressão arterial e antiansiolíticos, sentindo no orçamento o peso da farmácia. Ele conta que tem dificuldades para encontrar as substâncias equivalentes no mercado genérico, mas reforça que o Hyzaar (referência) para controle da pressão já custou quase 50% mais. “Gasto quase toda a aposentadoria de R$ 700 com medicamentos.”

A discussão sobre qualidade não é mais uma preocupação do segmento. “Os genéricos são mais baratos porque entram no mercado após o vencimento das patentes, o que significa um prazo médio de 20 anos. Temos apenas que produzir igual ao original”, afirma Finotti.
Do Estado de Minas

Líderes nascem líderes? Mito!


Há quem acredite que empreendedores nascem empreendedores. Que líderes nascem líderes. Mas basta uma reflexão mais detalhada sobre esta questão para perceber que "como somos" é muito mais importante que aquilo que trazemos em nossos cromossomos!
Você, com certeza, já ouviu alguém dizer "aquele homem é um líder nato". Se você acreditava nisto, lamento desapontá-lo, mas isto é um mito. Entenda como preferir, lenda, folclore... O fato é que isto não é real. Líderes não nascem líderes. Empreendedores não nascem empreendedores.
Claro, que as evidências científicas de que dispomos demonstram que todas as nossas características físicas e, de certo modo, até psicológicas recebem forte influência de nossos genes.
O equívoco está em generalizar uma "forte influência" para "influência determinante" em todos os casos. O fato de algo ocorrer mais facilmente ou somente na presença de um determinado gene, não garante que sua presença determinará a ocorrência, especialmente nas questões comportamentais.
Nossas predisposições (sejam genéticas, emocionais ou de outra ordem) facilitam ou dificultam determinadas conquistas, mas concluir que são determinantes seria ilógico.
Liderança é uma competência e como tal pode ser desenvolvida. O mesmo acontece com o comportamento empreendedor. Alguns terão mais facilidade; outros, menos, mas a princípio não há excluídos a não ser os que, por si mesmos, se excluem.
Assim como nada garante que uma pessoa com incrível predisposição para música será um músico de sucesso, o mesmo ocorre com o empreendedorismo.
Há um grupo especial de pessoas, que com ou sem predisposição, agem com garra, dedicação buscam incessantemente o conhecimento. Aqui encontraremos sempre resultados acima da média. Estes são os vencedores.
Deixe de desculpas e procure desenvolver as competências necessárias para alcançar seus objetivos. Tome esta atitude!
Por Carlos Hilsdorf - economista, pós-graduado em Marketing pela FGV, consultor e pesquisador do comportamento humano. Considerado um dos melhores palestrantes do Brasil na atualidade. Palestrante do Congresso Mundial de Administração (Alemanha) e do Fórum Internacional de Administração (México). Autor do best seller Atitudes Vencedoras, apontado como uma das 5 melhores obras do gênero, e do sucesso 51 Atitudes Essenciais para Vencer na Vida e na Carreira. Referência nacional em desenvolvimento humano.

Site: www.carloshilsdorf.com.br –  Twitter: @carloshilsdorf

Reter clientes custa menos que conquistar novos

Em uma economia com menores taxas de crescimento, conquistar e manter clientes torna-se questão de sobrevivência
A nova ocupante do Palácio Planalto já começa a dar sinais do norte econômico para os próximos meses. Juros mais altos, metas de inflação e superávit primário são a parte mais visível. Discursos comedidos, raros e realistas, apontam para um cenário ainda positivo, porém sem o mesmo otimismo de seu antecessor.
Como não é possível adivinhar os índices econômicos para 2011, é de bom grado que os empresários trabalhem com cenários mais realistas em suas sessões de planejamento. Em uma economia com menores taxas de crescimento, conquistar e manter clientes torna-se questão de sobrevivência. Vejamos então algumas dicas que poderão auxiliá-lo.
Encante seu cliente
Encantar significa superar, ultrapassar, exceder as expectativas dos consumidores, as quais são formadas com base em diversos fatores, tais como: (a) experiências passadas, (b) boca a boca e (c) valor ou importância relativa. O primeiro item se refere às compras realizadas no mesmo estabelecimento, concorrentes ou prestadores de serviços similares. O velho boca a boca é um dos quesitos de maior peso, haja vista o sucesso das redes sociais. A importância relativa se refere ao valor monetário: um carro, uma casa ou uma prestação de serviços interferem na formação das expectativas.
Faça o WOW! acontecer
Para encantar o cliente vá além do script, antecipando-se às necessidades de maneira que o WOW aconteça. Pense em quantas vezes você disse WOW! nos últimos meses por um serviço ou produto adquirido. A Apple é um case de sucesso, cujos produtos inovadores são aguardados com ansiedade por seus fãs.
Quanto ao setor de serviços este processo é um pouco mais complexo, devido às variações inerentes ao contato humano, característica denominada como inseparabilidade. Há alguns exemplos clássicos, tais como a empresa aérea TAM, a qual nas épocas áureas de seu fundador Amaro Rolim, foi considerada como uma das empresas que melhor encantavam seus clientes.
Treine, treine, treine
O encantamento é construído com a excelência no atendimento, também chamado de momento da verdade, na qual consumidor e empresa encontram-se frente a frente. Um atendente mal humorado, mal informado ou mal contratado pode arrasar a imagem da empresa. Por esta razão as empresas com excelência devem saber contratar, capacitar, motivar e recompensar seus funcionários.
A autonomia ou empowerment (delegação de poderes) deve ser também encorajada de maneira que os funcionários possam tomar decisões rápidas quando necessário, evitando burocracias e processos demorados. Quanto mais rápido uma insatisfação for resolvida, maiores as chances de reconquistar o cliente.
Trate-os como gostaria de ser tratado
Investir no layout e na decoração de seu estabelecimento é algo extremamente importante, denominado na teoria como evidências físicas. São partes integrantes do processo de excelência e do atendimento. Grande parte das empresas tem investido em instalações mais confortáveis: ar condicionado, layout refinado, cafés, revistas, livros, salas de espera, concierge, manobristas. Em alguns casos, podem tornar-se fonte de receitas, além de ajudarem a criar o clima de encantamento aos clientes.
Aproveite os benefícios do WOW!
Clientes encantados costumam ser mais fiéis, traduzindo-se em uma repetição de compras. Estudos comprovam que o custo de manter um cliente é menor que adquiri-lo. As operadoras de celular são mestres nesta estratégia, oferecendo pacotes atraentes para "roubar" clientes da concorrência, sacrificando suas margens. Em alguns casos agem como embaixadores, divulgando-a aos seus parentes, amigos e sua rede virtual de contatos.
Apesar das nuvens que se avizinham, os empresários podem garantir um ano bastante saudável, através da criação de mais momentos WOW! Conhecimento profundo das necessidades dos clientes, treinamento, autonomia à linha de frente e alinhamento entre discurso e prática, são alguns dos requisitos necessários para a obtenção de clientes mais fiéis, os quais satisfeitos, talvez sejam mais falantes que a atual ocupante da cadeira presidencial.
Contato: professor@marcosmorita.com.br / www.marcosmorita.com.br

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Inverno. Águas barrentas do Rio Acre ganha turismo nos finais de semana

 Fevereiro de 2011 23:50
Ponto de partida para emocionantes passeios durante os finais de semana, durante o inverno, o velho Rio Acre, apresenta diversas opções de lazer para os acreanos. Entre os programas básicos: um tour de barco até o Riozinho do Rola, ou quem sabe, voltas de lanchas e Jet ski aos olhos de curiosos e até de turistas que habitam as margens do rio. Um programa diferente.
 acreMas há também aqueles que conhecem a palmo o leito do rio e que aproveitam a rotina para conseguir um petisco diferente. É o caso do adolescente Fernando [foto ao lado], que diante de toda movimentação da tarde de domingo, exibiu um belo filhote de surubim. “Vou levar para casa”, disse à nossa reportagem.  
Sorte assim não tiveram outras dezenas de pescadores que também tiravam o estresse às margens das águas barrentas. A desculpa de pescador? “O ronco dos motores das lanchas que espantam os peixes”, relatou seu Nabor. 
- É bonito ver o rio assim, cheio, sem poluição. No verão a gente passa por aqui e dá até dó de vê-lo tão seco – disse a professora Rita, que sempre vem aos finais de semana, trazer os filhos para apreciar a movimentação no Mercado Velho.
Muitos, como o pernambucano Álvaro Pereira, desconhecem a história do rio, mas se sentempulo encantados com a movimentação às suas margens. Ele disse que trás os filhos Thiago e Raissa para apreciar as manobras de Jet ski. 
O rio Acre nasce em cotas da ordem de 300 m. Seu alto curso, até a localidade de Seringal Paraguaçu, atua como divisa entre Brasil e Peru e deste ponto até Brasiléia entre Brasil e Bolívia. A partir daí, adentra em território brasileiro, percorrendo mais de 1,190 km, desde suas nascentes até a desembocadura, na margem direita do Purus, na cidade de Boca do Acre.
Durante as cheias, o rio Acre é navegável até as cidades de Brasiléia (lado brasileiro) e Cojiba (lado boliviano). O período de águas altas prolonga-se de janeiro a maio, aproximadamente. De Boca do Acre (foz) até Rio Branco, apresenta-se um estirão navegável, de 311 km, com 0,80 m. de profundidade mínima em 90% do tempo. 
Entre Rio Branco e Brasiléia, as profundidades são mais reduzidas, possibilitando a navegação apenas durante a época das cheias. São 635 km de percurso, com acentuada sinuosidade e larguras inferiores a 100 m. 
O trecho a jusante de Rio Branco até a foz em Boca do Acre, é considerado a continuação da hidrovia do rio Purus, para acesso à capital do estado do Acre. A navegação é franca para embarcações de grande porte, nos períodos de chuvas e reduzindo para aquelas de médio e pequeno porte, nas estiagens.Jairo Carioca  - da redação de ac24horas js.carioca@hotmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
Rio Branco, Acre(68) 9986 7274