segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Brasil detém preços mais altos dos produtos Apple, apesar da tributação

Por Redação - de São Paulo

AppleEntre os preços cobrados pelas AppleStores de 37 países, a maior média é a do Brasil. A empresa de consultoria Idealo somou os valores dos itens mais populares da gigante de tecnologia (iPad 2Macbook Air,iPod TouchMacBook Pro e iMac), dividiu o resultado por cinco e apurou que o Brasil ficou em primeiro lugar. Mesmo depois de descontada a tributação sobre os aparelhos eletrônicos, os preços seguem lá em cima.
O preço médio no Brasil para um produto da Apple é de R$ 2.387,79. República Tcheca (R$ 2.202,63) e Tailândia (R$ 2.016,48) vêm na sequência. Os preços cobrados por produtos vendidos nos três países mais caros são 28% maiores do que a média dos outros locais.
Na outra ponta, os mais baratos são Malásia (R$ 1.382,50), Canadá (R$ 1.384,70) e Hong Kong (R$ 1.391,02). No trimestre final de 2011, a Apple lucrou US$ 13,06 bilhões. Vendeu 15,43 milhões de iPads, 5,2 milhões de Macs e 15,4 milhões de iPods. Contatada pela Folha, a Apple não comentou o resultado. Na lista que mede o país em que é feito o melhor negócio, o Brasil também ficou em último. Para isso, o levantamento comparou o preço cobrado nas lojas online da Apple com a renda per capita dos países.
Parte da culpa pelo desempenho do Brasil é culpa da carga tributária e dos custos de importação, segundo afirmou a jornalistas Letícia do Amaral, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Na entrada dos produtos importados no país, são cobrados Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), PIS/Cofins, Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Além do custo logístico para trazer os produtos até o Brasil.
Mas o IBPT também calculou o preço dos cinco aparelhos do levantamento sem a carga tributária. O preço do iPod Touch seria de R$ 363,45; o do iPad 2, de R$ 991,74; o do MacBook Air, de R$ 2.270,24; o do MacBook Pro, de R$ 2.389,02; e o do iMac, de R$ 2.654,54. Ainda assim, os preços seguem muito acima do que é praticado nos EUA, local de fabricação dos aparelhos. Os tributos apenas não explicam os altos preços, constata Cláudio Terra, analista da consultoria TerraForum.
– Pode ser um posicionamento de marketing. Você joga o preço lá em cima para ter o seu produto como premium – diz ele ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo.

Matérias Relacionadas:
  1. Apple tenta ‘derrubar’ vendas de novo smartphones da Samsung
  2. Produtos destinados ao ensino e à pesquisa poderão ter isenção tributária
  3. iPhone da Apple perde mercado na China
  4. Número de empresas que usam internet no Brasil cresceu 2 pontos percentuais em três anos





Nenhum comentário:

Postar um comentário