quinta-feira, 9 de junho de 2011


Vida Pós-Palocci


Oliveira: ‘partido está tranqüilo uma vez que não reivindica a indicação para as Relações Institucionais’ (Foto: Waldemir Rodrigues/Agência Senado - arquivo)

PMDB quer espaço para discutir relação entre governo e Congresso


O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), disse hoje que a presidente Dilma Rousseff não tratou ainda com o partido de como pretende redesenhar o modelo de relação política com o Congresso, desde a demissão de Antonio Palocci da Casa Civil, na terça-feira (7). A partir da indicação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para o cargo, os peemedebistas têm se reunido permanentemente para discutir a situação e reivindicar participação no redesenho dessa relação entre governo e Congresso Nacional. 
Eunício Oliveira afirmou ainda que o partido está tranqüilo uma vez que não reivindica a indicação para a Secretaria de Relações Institucionais, atualmente ocupada pelo petista Luiz Sérgio (RJ). Entretanto, em uma eventual troca do ministro, o PMDB quer um nome “que tenha bom trânsito na relação com o partido e as demais legendas da base do governo”. 
O parlamentar destacou, por exemplo, que o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), é um parlamentar que sempre teve boa relação com os peemedebistas. 
- Ele sempre teve muita proximidade com o partido, e o PMDB não faria objeção ao nome dele. 
Por outro lado, Eunício Oliveira ressaltou que o partido também não faz qualquer objeção à permanência do atual ministro. 
- Ao escolher e se for escolher quero deixar claro que não fazemos restrições ao nome do Luiz Sérgio. Ela, Dilma, pode dar força a ele, por exemplo. 
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), destacou que, independentemente de um reordenamento nas relações políticas com Congresso, a presidente continuará à frente das articulações políticas com a sua base no Parlamento. 
- O presidente é insubstituível nessa parte de coordenação política e tomada de decisões - ressaltou o parlamentar. 
Sarney chegou ao Senado por volta das 12h30 acompanhado de Eunício Oliveira; do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL); e do vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (PTB-DF). 

Marco Maia defende fortalecimento da Secretaria de Relações Institucionais 
Também nesta quinta-feira, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), defendeu o fortalecimento da Secretaria de Relações Institucionais, atualmente ocupada pelo ministro Luiz Sérgio. Para Maia, depois da saída de Antônio Palocci do comando da Casa Civil, o posto ocupado por Luiz Sérgio deverá ser responsável pela parte política das negociações com Congresso e prefeituras, por exemplo. 
- Ele terá uma tarefa nova, que antes era do Palocci. Será o fortalecimento da Secretaria para essa nova formatação que a presidente Dilma está fazendo. E a nova ministra, Gleisi Hoffmann, terá um papel mais interno, de discussão de assuntos internos - disse. 
Marco Maia participou de uma reunião com integrantes do PT no gabinete do deputado Arlindo Chinaglia (SP). Entretanto, Marco Maia negou que no encontro tenha havido negociações sobre possíveis nomes para substituir Luiz Sérgio na Secretaria. 
- Não tenho uma avaliação de que ele não vá permanecer no cargo. Luiz Sérgio tem um papel importante, é uma pessoa experiente e tem todas as condições de exercer o papel. Mas essa decisão cabe a Dilma - explicou. 

Com informações da Agência Brasil 

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